Retroviruspesctiva

Calcula-se que as primeiras infecções ocorreram em África na década de 1930. Julga-se que foi inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e, ao carregar o animal, sujaram a ferida com sangue infectado deste. O vírus teria, então...

BRINCADEIRA

REEEEEEETROSPECTIVA !SS 2009
!

Esse ano de 2009 foi um ano de crescimento triiidimensional para todos nós. Um ano de possibilidades latejantes, conquistas inexoráveis, colchões ortopédicos, etc e tal. Esse que foi o melhor ano de 2009 para nós.


Vejam algumas das coisas que aconteceram conosco esse ano:

- Compramos o domínio do blog, que deixou de ser .blogspot e passou a ser .com .

- Participamos do Concurso Melhor Blog Paraense (e perdemos) .



- Michael morreu [ Michael died (e perdemos) ].


- Perdemos (também) o Prêmio Nobel da Paz.

Sério, o Obama ganhou.

- Mas ganhamos camiiiisas!

Muita gente usando e tal.

Enfim, post bacaninha e tal, mas bateu uma vontade de parar por aqui e tal, beleza e tal. uehieuheiuheiuheiueiueh e tal. Beleza, falou e tal.
Uma boa virada de ano pra vocês everybody e tal. Um bom novo ano também. Beijo pra todo mundo. Deus abençoe vocês. Hasta la vista, muchachos.

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Imune?

AVISO: Este post é um grande exagero.


Geralmente sou “do contra”. Principalmente nos finais de ano, no natal e nessas paradas todas, me sinto meio enojado com a importância que as pessoas dão a símbolos bestas e algumas vezes até canalhas. Meu natal foi pizza com fanta uva, como talvez alguns já saibam. Talvez nem tanto por opção, mas confesso que senti um certo orgulho em brindar a mim mesmo com um copo de fanta uva em uma casa sem árvore de natal. Senti-me imune às investidas canalhas. Até que hoje faltou luz.

Não entendam com meu “faltou luz” aquelas quedas de energia que um segundo depois acabam, onde o único problema é ter que ligar o computador de novo. Foi uma senhora falta de luz. Talvez daqui a uns dias eu apenas a chame de “falta de luz”, mas hoje ainda acho que foi uma senhora falta de luz.

Adoraria contar as circunstâncias de quando aconteceu, mas não quero. Foi algo como um trovão um pouco depois do almoço. Nem me lembro do que comi, só lembro das duzentas décadas que se seguiram nas quais eu vivi como se vivia a duzentas décadas atrás. A tarde ainda foi bem arcadista, como normalmente são os primeiros momentos depois de uma queda de energia. “Antigamente viviam assim”, “até que não é tão ruim”, “nunca vi minha casa tão silenciosa”, pensamos coisas assim. Depois vem a noite. Ah, a noite...

Ler é impossível sem a ajuda de uma lanterna ou de uma luz mórbida de uma vela. A bateria dos aparelhos já foi embora. A geladeira começa a cheirar mal. Olho pela janela e vejo que só minha rua está sem energia. Não muito longe vejo um prédio com suas luzes coloridas natalinas piscando para zombar de mim. Sinto meu corpo mofar. Acendo uma fogueira. Faço um miojo. De calabresa, meu favorito. Até que (meia hora atrás) ouço um som bendito.

Os aparelhos se ligaram novamente! Ah, os aparelhos, o telefone, a luz! E ali estou eu, o “do contra”, olhando para a lâmpada acesa como os egípcios olhavam para seu deus sol Ra.


- Isso é pureza de caráter. - ele tentava alegrá-la.

- De que isso me vale? - perguntou ela melancolicamente.

Não falaram nessas palavras, ninguém fala “pureza” ou “de que” no MSN, mas imaginar que a conversa foi assim me diverte. Continuando.

- Falar o que se pensa... isso é bem raro hoje em dia. Demonstra transparência.

- De que adianta? - repetiu ela.

- Confiar nos outros não é um defeito, olhando de um certo ponto de vista.

Ela, cansada de repetir, ficou calada.

- Sério, isso me lembra as donzelas dos livros. As heroínas todas certinhas. - continuou ele.

- Que sempre morrem no final.

- É, mas sempre por que o herói era um inútil. Vai ver tu só precise de um herói confiável. Tipo o Charles Chaplin.

- Quê?

- Ele criou aquela música lá, "sorri" alguma coisa. Já ouviu? Tem uma parte lá que ele diz “Smile, what's the use of crying? You'll find that life is still worthwhile if you'll just...”

- Traduz!

- Preguiça. Mas é bacana.

- Chato! Tu me mata!

- Antes raiva que tristeza. - disse ele rindo-se. - Já ouviu aquela frase de Shakespeare, “As lágrimas de uma donzela são mais caras que o mundo”?

Shakespeare nunca disse isso.

- Já sei. - continuou ele. - Vou fazer algo que acho que vai te alegrar.

- O quê?

- Amanhã tu vais ver.

- Conta!

- Égua, a noite tá escurona hoje.

- Fala logo!



Depois ele já não tinha muita certeza se ela ia se alegrar ou não. Mas fez, e as intenções eram boas. Só faltava criar algum título.

Bom e velho Nonsense



 Imagine um velho senhor, de boina e um blazer xadrez, sentado em um banco de praça. Você olha pra ele e não entende muito bem o que é. Daí que você se aproxima -  interessado - e pergunta:
 - Que horas são, por favor ?
 Então ele responde com veemência:
 - Alface! - Com veemência.
 Raios! Que resposta é essa? Você ficou todo confuso agora, mas foi engraçado (para alguns), admita.
 Agora você pede pro seu professor de Filosofia falar sobre a razão pura no uso dogmático. É aí que ele levanta, sobe na mesa, junta as mãos no alto e começa a rebolar.
 Puxa vida! Isso não tem nada a ver com sua pergunta! Mas é engraçado. E por aí vai quando se faz nonsense
Um grande viva ao bom e velho Nonsense!



Nada


Me fizeram uma pergunta interessante. Existe o nada total, o vácuo absoluto, sem qualquer tipo de luz e matéria?

Como a ausência de luz é total, não podemos imaginar este Nada apenas como um lugar no espaço em que ficamos flutuando, vendo apenas estrelas e afins. Não, não veríamos nada. Feche os olhos, depois os tape com as duas mãos e desligue a luz do recinto (fica mais fácil se fazer isso primeiro). Seria mais escuro que isso. Também não ouviríamos nada. Ponha um protetor de ouvido, aperte-o bem com as mãos, e vá para o fundo do mar, ou para o Acre. Seria mais silencioso que isso. Acho.

Mas, que raio, esse Nada existe sim. Já até senti.

Acredito que era um domingo. Todos sorriam sorrisos de domingo, inclusive eu. As pessoas faziam uma roda, se confraternizavam, viviam felizes por saber para o que viviam. Todos giravam, e riam. Menos eu; estava sentado, assistindo tudo. Pensei em alguma coisa interessante, ou engraçada, ou – o que é mais provável – o total oposto dessas duas coisas, e quis transformar o pensamento em palavras, e as palavras em som. Precisava de alguém para isso. Achei.

- Ei, "importante e "importado" são palavras parecidas, mas não tem nada a ver... – comentei. A pessoa virou-se naturalmente, com o mesmo sorriso dominical que tinha antes e passou a conversar com alguém logo ao lado.

Acho que não consegui passar a imagem certa da reação da pessoa. A reação que descrevi acima aconteceu independentemente de minhas palavras. Totalmente, digo. Para ser mais claro, se eu não tivesse dito nada, a reação seria a mesma. Se eu estivesse em qualquer lugar que seja a reação teria sido a mesma. Até no Acre, acho. O mundo girava normalmente depois daquilo, deixando minhas palavras e meu eu para trás. O mundo girava e eu estava parado. As pessoas sorriam e minhas palavras voavam invisíveis. Os ponteiros do relógio andavam e eu estava sentado. Era domingo e a semelhança entre "importante" e "importado" permaneceria apagada na história. Eu via tudo acontecendo sem participar de nada. Era um agente passivo, que só escutava o eco de minhas palavras dispersar-se como fumaça naquele deserto imenso, inabitado, escuro e silencioso.

Reginalda em meu olhar



Carros por todo lado, um sufoco. Aquela agoniação toda ,carros passando, buzinas, sirene e de repente...nada mais, além daquela visão celestial. Era Reginalda em meu olhar. Nada mais importava. nada era mais belo, nada tinha mais sentido, que Reginalda em meu olhar. E nunca mais a vi.
O mundo podia ter acabado naquela hora e eu morreria feliz, mas não, ele teimou em continuar existindo - com tudo o que há - para que eu pudesse sofrer, por viver sem Reginalda.
A essa hora você pode se perguntar como sei o nome dela. Não, não sei o nome dela, mas tive que escolher um nome que expresse com excelência, em suas idóneas mentes, tudo aquilo que há de belo, tudo que é de boa indole, tudo o que há de mais agradável. E porque não Reginalda?
Essa Reginalda, que a uma hora dessas deve estar por aí nos braços de outro - que é o mais feliz do mundo.
Se ela tivesse me visto...ah, se ela tivesse me visto! Mas quem me notaria? Apático como só eu sou, é certo que ela não me notou, e tampouco faria diferença se tivesse me visto.
Mas...e se me notasse? E se se apaixonasse? Nunca mais nos veríamos - como agora - e ela sofreria por mim, e tudo o que não quero é que Reginalda sofra.
Porém, se você - por algum acaso - estiver lendo esse texto, por favor não me procure, Marinalda...*Reginalda.


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