Michael

Não seria estranho se alguém aqui do blog falasse sobre o Michael Jackson, ou sobre sua morte, mas nós aqui no blog não vamos nem citar o nome de Michael Jackson neste post.
O rei do pop sabia muito bem como fazer sucesso, mesmo os que não gostam de música pop, ou não são muito chegados, tem que admitir que o cara era bom no que fazia. Mas também sabia como denegrir a sua imagem ( e porque não clareá-la também?).
Todos já devem ter percebido que um homem nunca é tão bom como no dia após sua morte. Não foi diferente com o campeão da foto acima, que inclusive era fã do blog mesmo antes do blog existir.

Michael morreu. Ponto. Sobre isso alguns devem duvidar. Ainda há de surgir por aí muitas pessoas que dirão que Michael não morreu, mas que forjou sua morte pra fugir dos cobradores, ou que o governo dos EUA o matou,l pois, eles estava prejudicando o país em alguns assuntos de interesse do Estado.
Michael conseguiu elevar o nome deste humilde blog às alturas, fazendo com que o nome do !SS aparecesse em algumas premiações inclusive.

Michael e dois dos executivos do !SS

Uma pena não termos podido comparecer ao enterro de Michael, pois, eu estava muito ocupado tentando descobrir porque a minha conta do AdSense foi excluída e o Rac'Meg está tentando provar a existência de peixes, mas não se preocupem, mandaremos um e-mail pra ele. Para terminar este post eu vou colocar abaixo um videozinho que já foi postado aqui no blog, nos seus primódios.

Espelho.


Marcos e sua mãe estavam em uma loja, quando um vendedor perguntou.
- Posso ajudar?
- Pode - respondeu a mãe de Marcos.
- Quais os seus nomes? - perguntou o vendedor.
- Antônio - respondeu Marcos.
- Mentira - disse a mãe de Marcos.
- Não é mentira, é apenas o meu novo nome.
- Desde quando?
- Desde agora. Qual o seu nome? - Antônio perguntou ao vendedor.
- Sérgio.
- O meu também - respondeu Antônio, que agora é Sérgio.
- Você está mentindo - disse a mãe de Sérgio.
- Não, eu peguei o nome dele, mãe.
- Devolva meu nome! - Exclamou o vendedor
- A gente não pode usar o mesmo nome?
- Claro que não!
- Isso é mentira.
- Não é não!
- Porque?
O vendedor, agora sem nome, ficou também sem palavras. Marcos não estava mentindo, estava apenas criando outras verdades.
- Sérgio Cabral é meu novo nome - disse o antigo Marcos.
- Mas você não pode. Sérgio Cabral é o governador do Rio de Janeiro. - disse a mãe de Sérgio.
- Então eu sou o governador do Rio de Janeiro agora. Se eu usar esse nome, eu serei o governador.
- Mas Sér-gi-o Ca-bral - falando pausadamente - é o governador do Rio.
- Então eu sou o governador do Rio. Pois, o governador do Rio é a pessoa que usa esse nome, e eu uso esse nome.
- Mas você não é - respondeu o vendedor.
- Claro que sou. Eu uso esse nome.
- Mas você não é o governador. Você nem se parece com ele.
- Então quer dizer que o governador do Rio de Janeiro é só uma imagem, que usava meu nome?
- Não. Você está usando o nome do governador.
- E se tudo isso até agora for memória implantada? E se meu nome sempre foi Sérgio Cabral, mas alguém roubou meu nome e está se passando por mim? E se eu for o governador do Rio de Janeiro e tudo isso for um golpe? Então daqui pra trás tudo que está escrito, tudo que eu pensei, tudo que eu lembro é mentira.
Sérgio saiu correndo dali para frente de um espelho, e ficou se olhando por horas. Por horas.

Bolero


Era um amigo de um dos meus eus líricos. Dizia desde de criança que estava para morrer. Andava com mil remédios: para os rins, para o coração, etc, para o pulmão, enfim. Estava para morrer.

Não tinha nada a perder. Atravessava a rua sem olhar. Abria a geladeira com febre. Andava a cento e oitenta por hora. (De carro)

Um dia tomei carona com ele para sei lá o quê. Ele dirigia.

- Cara, meu teste de AIDs deu positivo. - comentava ele.

- Hm. - resmunguei, olhando o velocímetro chegar em seu limite.

- Não posso abrir a janela. Essa poeira entra nos meus pulmões e entra na corrente sanguínea.

- Hm.

- Engraçado foi uma vez que eu dei uma freiada e meu suco gástrico vazou pela boca. Fiquei cuspindo ácido por uma semana.

-Uhum...

- Olha a batida irregular do meu coração. Tou treinando pra ele bater no ritmo que eu quero. Já aprendi o bolero. - disse, e coçou os olhos com as duas mãos. - Pô, tá dando uma zueira estranha no meu olho...

Meu eu lírico suava, segurando com mãos brancas o cinto de segurança.

www.semsobrenome.com


Mudamos de link. Embora não seja muito, é alguma coisa (uma mudança de link). Quem nunca teve preguiça de digitar .blogspot? Pois é. Nós tínhamos.

Alguns podem achar que é muito barulho por nada fazer um post por causa disso. Eu por exemplo. Sei lá.

Tantas coisas acontecendo, a morte do sobrevivente do Air France, a morte da sobrevivente do Titanic, tantos (ex-?) sobreviventes morrendo, e eu fazendo um post sobre um .blogspot a menos. E com humor negro ainda. Melhor eu parar por aqui.



Não, não pararei. Vou escrever o que ninguém quer saber. Vou comemorar o que ninguém comemoraria. www.semsobrenome.com pra vocês.

Ferrem-se! Ferrem-se! E obrigado pela visita.

Knockchamp


Ele estava ali, parado entre uma esquina e 11 minutos. Um criminoso, mas hoje em dia quem não é?
Um verdadeiro knockchamp. Mais diferente que o normal. Tão diferente que quem era estranho o achava estranho. Mas os diferentes sempre acham que os outros é que são estranhos, e isso acontece o tempo todo.
Ele não era feio, mas não era o mais bonito, era apenas diferente. Diferente a ponto de chamar a atenção. Não sabe-se explicar como era um bom ladrão, mas era. Nunca foi pego, e estava ali entre uma escola e uma batata.
Ele entra no cockpit do avião e faz o procedimento necessário para a decolagem. Decola e continua ali parado entre duas flores e um cachorro neomalthusiano. A sua teoria sobre as cores do arco-íris combinarem com as cores do seu sapato estava errada. Alexander era seu nome. Entre doces e dores.
- Acho que vou escrever um post sobre isso aqui.

- Isso o quê?

- Sobre a gente, aqui.

- Mas a gente não tá fazendo nada.

- Eu sei.

E ficamos em silêncio por três linhas e uma foto.



II


Estou na Galácia há dois dias, e só hoje percebo que férias sempre estão no plural, mesmo que seja só um dia. Ninguém tira "féria", porque se convencionou falar no plural. Difícil mesmo é ser mulher de mula sem cabeça, sabe? Não poder beijar na boca, não ouvir uma piada sequer. Poxa vida! Ruim também deve ser ter a Hello Kitty como bicho de estimação. Um animal que não tem boca, mas fala. E ela fala com a boca? Nãão, a Hello Kitty fala com o coração ♥. Sem contar que ultimamente tenho pensado muito sobre casas desde que arranjei um emprego de lavador de telhados. João fala pra sua mãe:
- Ternus apribortorum aete Lorem Ipsum.
Sua mãe percebe que ele está falando hebraico em latim.
- Sai daqui seu guerreiro do diabo! - responde a mãe com um pedaço de milk shake na mão esquerda, ao lado de um televisor aromático.
- Já teve aula de canto? - pergunta Rodrigues Maronha, que ainda não tinha entrado na história.
- Não - a mãe responde.
- Então vamo lá no canto que eu vou te dar uma aula.
- DTOIAI! - alguém grita de fora da casa que não existia até esse momento.
- Por que você embaralhou as letras ? - pergunta J. Pinto Fernandes, que na verdade é personagem de Drummond.
- Não fui eu, foi esse cara que tá escrevendo - alguém me acusa - esse déspota!
É então que eu decido acabar com essa personagem.

No concurso que elege o homem mais modesto do mundo, o vencedor fala em seu discurso de posse do título.
- Olha, galera, eu nem me acho o cara mais modesto. Eu só vim aqui receber esse prêmio porque eu to precisando da grana e talz. Longe de mim me achar o mais modesto. Longe de mim.

Mlshg


E aconteceu de certo dia Leopoldo acordar metamorfoseado em um peixe monstruoso, e metatransportado em um lago suntuoso.

- Meu nome é Mário. - disse Leopoldo. - James Mário.

- O meu é Mlshg. - disse uma sereia que passava.

- E como se pronuncia isso?

- Mlshg não se pronuncia, se vive. - disse a sereia.

- E como se vive um nome como Mlshg? - quis saber Leopoldo.

- Sonhando. Quem sonha, vive. Quem não sonha, apenas existe. - explicou a sereia. - Charles Chaplin o disse.

- Foi o tio Chacha que inventou Mlshg?

- Não. Charles Chaplin é físico. Mlshg é metafísico.

- Entendo. - disse Leopoldo.

- Não, não entende. - disse a sereia, suspirando. - Mlshg não se entende, se pratica.

Leopoldo a entendeu. Pouco depois mordeu uma minhoca flutuante e foi puxado para a superfície preso a um anzol.

Morreu na panela, pensando em Mlshg.
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