I

Ele estava lá, deitado entre esquinas, como se fosse a personagem principal da vida, e era assim que se sentia. Quem nunca se sentiu assim? Arthur se sentia assim naquele exato momento, e estranho, pois, nenhum carro passava por ali, ninguém passava por ali naquele momento.
Arthur começa a olhar para os lados, para todos os lados, procurando cameras ou pessoas que o observassem. Ele achava agora que sua vida era um filme.
Apesar de estranho, todos nós nos sentimos assim alguma hora. O estranho é comum, e quantas vezes nós pensamos nisso? Arthur estava lá, perplexo com tudo isso. Ou ele sairia de lá achando que é normal se sentir assim, ou sairia de lá acreditando na Teoria da Conspiração.
De repente um som, era o seu estômago. Talvez tudo isso fosse uma conspiração, onde ele morreria isolado e com fome, talvez o Governo quisesse enlouquecê-lo. Talvez Arthur estivesse louco, talvez não.

Dedução Óbvia


A princípio tive a certeza de que o culpado era o Mr. Harrison, por ser canhoto. Afinal, as pegadas deixadas no jardim eram claramente de alguém canhoto; a pisada direita era alguns milímetros mais funda que a esquerda, o que deixa claro que pertence a um canhoto pelo conhecido fato dos indivíduos terem a perna contrária ao seu lado melhor do corpo mais desenvolvida. Mas logo me toquei do meu erro esdrúxulo – podia ser um praticante de artes marciais ou futebol, o que trabalharia mais os músculos de sua perna boa em relação à contrária.

Vi logo também que Harrison não tinha a mandíbula que causou a mordida na maçã da cena do crime. Falta-lhe o segundo pré-molar esquerdo, e não o primeiro molar direito, como a marca da maçã deixa evidente que faltava no criminoso.

A porta foi arrombada por chutes com o pé direito, claramente visto pela marca do pé esquerdo no tapete enquanto o culpado chutava a porta. Outra prova de inocência de Harrison, que não um é dos 40% dos canhotos que usa a perna direita como principal.

As fissuras na porta deixavam óbvio que os golpes foram direcionados a 1,30 metros do chão. Logicamente presume-se que chutes para arrombar portas saem da altura do quadril. E a gota de suor encontrada no quarto deixa claro que caiu de cerca duns 1,80 de altura. Presumindo-se que ela tenha caído do queixo, de onde três quartos das gotas de suor caem, e tendo em mente a altura dos chutes, o criminoso teria mais de 2 de altura. Como o jovem Ray.

Vi pelo físico de Ray que era praticante de alguma luta, e pelos fragmentos da porta, sua perna direita era bem desenvolvida. O que explicaria o seu primeiro molar direito faltando, e as pegadas direitas mais fundas no jardim.

Tudo muito fácil, como vocês podem ver.

Centéééésimo Post!


Bem, galera, esse é o nosso centésimo post! Parabéns para todos nós! Leitores e não-leitores! Adultos e crianças! Mimicos e palhaços! Gregos e troianos! E o raaaio que o parta! Só temos que agradecer a Deus.
Pedimos desculpas a todos vocês por toda essa demora, mas pra quem não sabe, o nosso amigo !Theo sofreu um pequeno acidente , mas já está tudo bem, exceto o seu joelho. Ficará tudo bem.

Aproveito também esse lindo momento para postar um videozinho show que eu achei por aí!



Um abraço à todos.

(Pra quem não sabe The Adviser pode ser eu ou o Rac'meg, mas eu não direi quem é desta vez)

Escolhas, essas desgraçadas.


Amizades perfeitas com conversas alegres, piadas, flores e céu azul. Aí vem alguém e pergunta:

- Qual o teu melhor amigo?

Anátema.

Sim, anátema. Vivemos alegremente até termos que fazer escolhas. Qual de nós você prefere. Qual de nós é mais bonita. Ou eu ou aquilo. O meu bolo ou o da sua mãe. Tudo levando ao desastre e à ruína.

Nós tentamos, sim, tentamos ficar nesse agradável lugar situado em cima do muro.

- Olha, tu é mais engraçado, enquanto o outro me ajuda mais em momentos difíceis...

- Tá falando que eu não sou um bom amigo? Não te fiz rir quando ficaste triste? Tu achas que é fácil? Tu ali, cabisbaixo como uma girafa bebendo água, e eu tendo que escolher a frase certa para te fazer sorrir de novo?

Ele se vira. Você tenta impedir.

- É mesmo! Eu tinha esquecido! Poxa cara, desculpa, tu realmente me ajuda muito quando preciso.

- Fácil se lembrar agora, né, amizade?

E com essa palavra a amizade acaba. Ele vai embora e chega o outro.

- Então além de preferir ele, ainda me chama de sem graça?
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