Garoto Maroto


Vocês devem ter percebido que eu ando sumido, e que eu sempre fico sem inspiração e que sempre fico sumido. Uma Pena. E se não perceberam...paciência, né?
Bem eu andei sem inspiração e um tanto doente esses ultimos tempos. Não perguntem o que eu tinha. Uma vez eu tava tomando banho e ai eu espirrei, eu acho. O catarro que saiu do meu nariz tava tão verde que eu poderia jurar que tinha clorofila naquela coisa. Credo. Asco. Ponto. Graças a Deus já estou melhor.

Então eu volto pra cá pra ver como o blog está sem mim, e...CATAPUM! Ninguem tem comentado! Ai eu volto pra ajudar o blog a ir pra frente. Rente. Gente. Vendo essas rimas que eu faço, logo percebo que seria um péssimo repentista. Frentista.
Ah! Lembro-me agora que nunca tinha visto um blog parecido com o Sem Sobrenome. Em nenhum dos catorze idiomas que leio. Brincadeira, só quatro e a lingua do Pê. Mas ai nesses ultimos tempos aparece o 100 fundamentos. Parabéns pro Ricardo Thadeu.

Aqui fica um pequeno poema:

Estava doente
Tomei Cataflan
Estou não-doente
Flan flan

Pleistoceno


Ah... sabia que não deveria ter vindo. Só nerdzão de óculos maior que a cara. Olha lá, aquele ali é uma questão do ITA em pessoa. E lá vem ele, na minha direção. Tinha que ser né? Sou a única menina normal aqui. Vai ver vá pedir pra sair comigo. Ou medir meu crânio, sei lá. Provavelmente vai tentar me impressionar com palavras polissílabas.

- Olá.

Olá. Olá! Ele é otário por acaso?

- Gostou da palestra?

Gostou da palestra?, pergunta ele. Ah, claro. Amo paleontologia. Amo tanto como amo pronunciar “paleontologia”. A palestra foi linda. Nunca ouvi tanto nome com tanta consoante.

- Só não concordei com aquela tese dele sobre o pleistoceno. O que você achou?

Que é isso? Alguma cantada de nerd?

- Por que no período Neogeno...

- Quê?!

- O da era Cenozóica do éon Fanerozóico. – explicou ele.

- Ah, ta. Olha eu tenho que...

Entrou no banheiro, bateu a porta na cara da questão do ITA e trancou. Duas vezes.

Cotidiano [Nº... 8?]


Pois é. Faltou luz. Faltou-me luz. Eu estava fazendo não-sei-o-quê no computador e falta luz. Era algo muito interessante. O que era? Não sei.

Não sei. A falta de luz desligou minha lâmpada. Esqueci. Não lembro. Pronto. Acabou. Nunca mais verei a lâmpada de novo. Ela apagou-se para sempre. Queimou. Ponto.

Acenda! Não acende. Haja luz! Não há. Trevas. Tateio na escuridão. O que acho? A ausência de luz.

Como que para zombar de mim, a luz real volta. Mas a luz figurada já se apagou. A luz real zomba da imaginária. Ela se acende com um botão, e com o mesmo botão se apaga.

Mas olhaí, outra luz acendeu. Não teria escrito isso se não tivesse faltado luz. Não sei se isso é bom ou ruim. Uma luz que não era a luz que eu havia perdido com a falta de luz acendeu-se com a volta dela. A volta da luz. Luz. Luz. Luz. Lu...



Sirene. Freio. Encostamento.


Não preciso falar que não era no Brasil.

- Documentos. – pediu o guarda entrelinhamente. O motorista os entregou, tudo em ordem. O guarda não gostou.

- Tava acima do limite de velocidade. – inventou ele.

- Tava nada! Cento e dez. – reclamou o motorista.

- Ta de noite, cento e dez é insensatez. – continuou inventando. – Mas se tu fizer tudo certinho ninguém precisa ficar sabendo.

Não preciso falar que era no Brasil.

- Não vou te dar um sentavo.

- Sentavo é com c. – acusou o guarda, como se vencesse a disculsão.

- E disculsão é com dois s.

- Mas não fui eu que errei, foi o Rac. – disse o guarda, olhando para cima, de onde eu escrevia. Os dois riram, o motorista com a mão esquerda segurando a arma no porta-luvas. Não preciso falar que era na Inglaterra.

- Bicho burro. – xingou-me o motorista, olhando para cima também.

- Sim. – concordou o guarda, ainda me encarando. De repente o carro explode e os dois morrem.

Otários.

Neorromantismo



Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.

Mas ela acordou... E viu meu ócio
E gritando, me mandou trabalhar
E eu disse: “Vá se danar!”
Vivemos felizes até o divórcio.





"Adormecida", de Castro Alves, adaptada aos dias de hoje
.

Sinestesia personificada


O doce som do novo cântico
E o sabor agudo de palavras ritmadas
Que perfuram o coração
E ali fazem morada

Brotam cedo os trabalhadoresAdicionar imagemQue trabalham na alvorada
Que bem cedo se veem longe
Na amarga caminhada

Sinestésico e Romântico
Será esse meu novo nome
Aqui termina esse poema nonsense
sem nome nem sobrenome

A Pior Metáfora do Séc. XXI


Façamos uma metáfora. Digo mais: uma analogia. A humanidade hoje é um arbusto em um vaso, um pequeno vaso. Com uma quantidade limitada de água. Se tentarem fazer o arbusto dar frutos o solo se esgota. Arbustos não dão frutos, eu sei. Sei lá.

Continuemos.

O que fazer então para o solo não se esgotar? Botam adubo. Aí polui a água. Entenderam a comparação? Digo mais: o brilhantismo da analogia? E não adianta usar a água do regador, pois está com o PH baixo e dá pneumonia.

Continuemos.

Se vier alguém querendo podar, é chamado de pragmático (n.a.: pragmático é o que gosta tanto de gato preto quanto branco). Se vier alguém tentando convencer os ramos desenvolvidos a pararem de dar frutos para não esgotar o solo, é chamado de naturalista (n.a.²: naturalista é o que gosta de gatos). Os frutos são necessários para o bem-estar para a população. Ainda não pensei em o que seria a população na analogia, mas que se dane. É a metáfora perfeita.

E chegariam os pássaros, bicando os frutos. Seriam, sei lá, os marcianos.

Corda vocal



Lá estava ele. Maximiliano Ramos poderia ser o nome dele, mas não era. Seu nome era Bethoven da Silva, um jovem compulsivo por música.
Certo não-dia Bethoven tocava seu violão, mas pra que ele tocava seu violão? Diversão? Exercício de concentração? Atividade mediúnica? Não! Bethoven tocava por prazer! Tocava por saber que era o melhor violonista da cidade onde vivia! Lugar onde não haviam outros violonistas, pois todos fugiram diante de sua admirável técnica. Enquanto Bethoven fazia "miséria" com seu violão uma corda arrebentou. Uma tristeza. Naquela cidade não haviam lojas de instrumentos, e o estoque de cordas de Bethoven acabara. Ele se vira, então, obrigado a retirar uma de suas cordas vocais e por no violão.
Nunca, em toda a história da humanidade, houve uma corda que emitisse um som tão agradável quanto a corda vocal de Bethoven da Silva posta no violão. Bethoven da Silva, o músico deformado pela música.




Sorte de hoje: Comece a ler um livro hoje


– disse o Orkut. Assim mesmo, sem ponto. E ainda vai ter brasileirinho procurando livro pra ler por que o tio do Orkut mandou. Nada contra leitura – ler é ótimo. Faz bem pro olho, cérebro, rins. E nada contra o tio do Orkut estar falando isso, também. Incentivo a leitura? Ótimo, boa champz. Como se o (a?) Google não desejasse a superioridade intelectual dos estadounidenses. Vou parar por aqui para não começar a falar monotonamente da geopolítica da presente globalização, como fiz na minha outra história sobre o séc. XXI – que, aliás, ainda não postei.

O que sou contra mesmo é os brasileirinhos que irão fazer o que este horóscopo virtual manda por que ele manda. Malditos. Vai o carinha (chamemo-lo de Cláudio Pedrosa), vê o que os astros lhe dizem por intermédio do site de relacionamentos, e tenta ler, sei lá, Luiz Fernando Veríssimo. Na primeira linha, vem a dor de cabeça. No primeiro parágrafo, fica tonto. No final da primeira página, depois de vinte e cinco minutos, está chorando. Não entendeu, não riu, e chorou. Sim, chorou por ver que não consegue ler “gente” sem estar escrito “gnt”, ou “não” não estando “n”, ou um acento. Pô, Cláudio, assim não dá!

Re-flexão



Enquanto eu estava sentado aqui, em frente ao PC (Pará Clube /zuando), eu comecei a pensar em algumas coisas muito interessantes pra postar, que...CABUM! Acabei de esquecer. Mas isso tanto faz, agora que eu já comecei a postar e fiz o trocadilho do título com a imagem, que, inclusive, me faz lembrar de coisas que eu não sei dar nome e de nomes para coisas que não existem, do tipo: Xinforinfola (?). Tanto faz.
Um velho garoto fala à uma jovem senhora:
- A senhora é bonita (risos)
-Você não.
- Pq a senhora diz isso?
- Se você fosse sua mãe diria que você é no minimo lindo, mas não! Ela diz que você é um doce, bonitinho, educado, etc. Mas nunca lindo.

Essa pequena história criada por mim, me faz pensar que essa senhora tem razão. A mãe daquele velho garoto podia até amar aquele garotuxo mas era sincera o suficiente para não iludí-lo. Por sorte aquele garoto se chamava Cristovão Colombo. Quando ele falava algo irrelevante para alguns amigos, eles diziam " Descobriu a América, seu otário" , e ele respondia " Descobri mesmo!". Descobrir a América é um belo subterfúgio. Estou indo para a Austrália, onde os cangurus lutam boxe e o sapo-boi azul não existe.







Hasta luego, muchachos!
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