Retroviruspesctiva

Calcula-se que as primeiras infecções ocorreram em África na década de 1930. Julga-se que foi inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e, ao carregar o animal, sujaram a ferida com sangue infectado deste. O vírus teria, então...

BRINCADEIRA

REEEEEEETROSPECTIVA !SS 2009
!

Esse ano de 2009 foi um ano de crescimento triiidimensional para todos nós. Um ano de possibilidades latejantes, conquistas inexoráveis, colchões ortopédicos, etc e tal. Esse que foi o melhor ano de 2009 para nós.


Vejam algumas das coisas que aconteceram conosco esse ano:

- Compramos o domínio do blog, que deixou de ser .blogspot e passou a ser .com .

- Participamos do Concurso Melhor Blog Paraense (e perdemos) .



- Michael morreu [ Michael died (e perdemos) ].


- Perdemos (também) o Prêmio Nobel da Paz.

Sério, o Obama ganhou.

- Mas ganhamos camiiiisas!

Muita gente usando e tal.

Enfim, post bacaninha e tal, mas bateu uma vontade de parar por aqui e tal, beleza e tal. uehieuheiuheiuheiueiueh e tal. Beleza, falou e tal.
Uma boa virada de ano pra vocês everybody e tal. Um bom novo ano também. Beijo pra todo mundo. Deus abençoe vocês. Hasta la vista, muchachos.

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Imune?

AVISO: Este post é um grande exagero.


Geralmente sou “do contra”. Principalmente nos finais de ano, no natal e nessas paradas todas, me sinto meio enojado com a importância que as pessoas dão a símbolos bestas e algumas vezes até canalhas. Meu natal foi pizza com fanta uva, como talvez alguns já saibam. Talvez nem tanto por opção, mas confesso que senti um certo orgulho em brindar a mim mesmo com um copo de fanta uva em uma casa sem árvore de natal. Senti-me imune às investidas canalhas. Até que hoje faltou luz.

Não entendam com meu “faltou luz” aquelas quedas de energia que um segundo depois acabam, onde o único problema é ter que ligar o computador de novo. Foi uma senhora falta de luz. Talvez daqui a uns dias eu apenas a chame de “falta de luz”, mas hoje ainda acho que foi uma senhora falta de luz.

Adoraria contar as circunstâncias de quando aconteceu, mas não quero. Foi algo como um trovão um pouco depois do almoço. Nem me lembro do que comi, só lembro das duzentas décadas que se seguiram nas quais eu vivi como se vivia a duzentas décadas atrás. A tarde ainda foi bem arcadista, como normalmente são os primeiros momentos depois de uma queda de energia. “Antigamente viviam assim”, “até que não é tão ruim”, “nunca vi minha casa tão silenciosa”, pensamos coisas assim. Depois vem a noite. Ah, a noite...

Ler é impossível sem a ajuda de uma lanterna ou de uma luz mórbida de uma vela. A bateria dos aparelhos já foi embora. A geladeira começa a cheirar mal. Olho pela janela e vejo que só minha rua está sem energia. Não muito longe vejo um prédio com suas luzes coloridas natalinas piscando para zombar de mim. Sinto meu corpo mofar. Acendo uma fogueira. Faço um miojo. De calabresa, meu favorito. Até que (meia hora atrás) ouço um som bendito.

Os aparelhos se ligaram novamente! Ah, os aparelhos, o telefone, a luz! E ali estou eu, o “do contra”, olhando para a lâmpada acesa como os egípcios olhavam para seu deus sol Ra.


- Isso é pureza de caráter. - ele tentava alegrá-la.

- De que isso me vale? - perguntou ela melancolicamente.

Não falaram nessas palavras, ninguém fala “pureza” ou “de que” no MSN, mas imaginar que a conversa foi assim me diverte. Continuando.

- Falar o que se pensa... isso é bem raro hoje em dia. Demonstra transparência.

- De que adianta? - repetiu ela.

- Confiar nos outros não é um defeito, olhando de um certo ponto de vista.

Ela, cansada de repetir, ficou calada.

- Sério, isso me lembra as donzelas dos livros. As heroínas todas certinhas. - continuou ele.

- Que sempre morrem no final.

- É, mas sempre por que o herói era um inútil. Vai ver tu só precise de um herói confiável. Tipo o Charles Chaplin.

- Quê?

- Ele criou aquela música lá, "sorri" alguma coisa. Já ouviu? Tem uma parte lá que ele diz “Smile, what's the use of crying? You'll find that life is still worthwhile if you'll just...”

- Traduz!

- Preguiça. Mas é bacana.

- Chato! Tu me mata!

- Antes raiva que tristeza. - disse ele rindo-se. - Já ouviu aquela frase de Shakespeare, “As lágrimas de uma donzela são mais caras que o mundo”?

Shakespeare nunca disse isso.

- Já sei. - continuou ele. - Vou fazer algo que acho que vai te alegrar.

- O quê?

- Amanhã tu vais ver.

- Conta!

- Égua, a noite tá escurona hoje.

- Fala logo!



Depois ele já não tinha muita certeza se ela ia se alegrar ou não. Mas fez, e as intenções eram boas. Só faltava criar algum título.

Bom e velho Nonsense



 Imagine um velho senhor, de boina e um blazer xadrez, sentado em um banco de praça. Você olha pra ele e não entende muito bem o que é. Daí que você se aproxima -  interessado - e pergunta:
 - Que horas são, por favor ?
 Então ele responde com veemência:
 - Alface! - Com veemência.
 Raios! Que resposta é essa? Você ficou todo confuso agora, mas foi engraçado (para alguns), admita.
 Agora você pede pro seu professor de Filosofia falar sobre a razão pura no uso dogmático. É aí que ele levanta, sobe na mesa, junta as mãos no alto e começa a rebolar.
 Puxa vida! Isso não tem nada a ver com sua pergunta! Mas é engraçado. E por aí vai quando se faz nonsense
Um grande viva ao bom e velho Nonsense!



Nada


Me fizeram uma pergunta interessante. Existe o nada total, o vácuo absoluto, sem qualquer tipo de luz e matéria?

Como a ausência de luz é total, não podemos imaginar este Nada apenas como um lugar no espaço em que ficamos flutuando, vendo apenas estrelas e afins. Não, não veríamos nada. Feche os olhos, depois os tape com as duas mãos e desligue a luz do recinto (fica mais fácil se fazer isso primeiro). Seria mais escuro que isso. Também não ouviríamos nada. Ponha um protetor de ouvido, aperte-o bem com as mãos, e vá para o fundo do mar, ou para o Acre. Seria mais silencioso que isso. Acho.

Mas, que raio, esse Nada existe sim. Já até senti.

Acredito que era um domingo. Todos sorriam sorrisos de domingo, inclusive eu. As pessoas faziam uma roda, se confraternizavam, viviam felizes por saber para o que viviam. Todos giravam, e riam. Menos eu; estava sentado, assistindo tudo. Pensei em alguma coisa interessante, ou engraçada, ou – o que é mais provável – o total oposto dessas duas coisas, e quis transformar o pensamento em palavras, e as palavras em som. Precisava de alguém para isso. Achei.

- Ei, "importante e "importado" são palavras parecidas, mas não tem nada a ver... – comentei. A pessoa virou-se naturalmente, com o mesmo sorriso dominical que tinha antes e passou a conversar com alguém logo ao lado.

Acho que não consegui passar a imagem certa da reação da pessoa. A reação que descrevi acima aconteceu independentemente de minhas palavras. Totalmente, digo. Para ser mais claro, se eu não tivesse dito nada, a reação seria a mesma. Se eu estivesse em qualquer lugar que seja a reação teria sido a mesma. Até no Acre, acho. O mundo girava normalmente depois daquilo, deixando minhas palavras e meu eu para trás. O mundo girava e eu estava parado. As pessoas sorriam e minhas palavras voavam invisíveis. Os ponteiros do relógio andavam e eu estava sentado. Era domingo e a semelhança entre "importante" e "importado" permaneceria apagada na história. Eu via tudo acontecendo sem participar de nada. Era um agente passivo, que só escutava o eco de minhas palavras dispersar-se como fumaça naquele deserto imenso, inabitado, escuro e silencioso.

Reginalda em meu olhar



Carros por todo lado, um sufoco. Aquela agoniação toda ,carros passando, buzinas, sirene e de repente...nada mais, além daquela visão celestial. Era Reginalda em meu olhar. Nada mais importava. nada era mais belo, nada tinha mais sentido, que Reginalda em meu olhar. E nunca mais a vi.
O mundo podia ter acabado naquela hora e eu morreria feliz, mas não, ele teimou em continuar existindo - com tudo o que há - para que eu pudesse sofrer, por viver sem Reginalda.
A essa hora você pode se perguntar como sei o nome dela. Não, não sei o nome dela, mas tive que escolher um nome que expresse com excelência, em suas idóneas mentes, tudo aquilo que há de belo, tudo que é de boa indole, tudo o que há de mais agradável. E porque não Reginalda?
Essa Reginalda, que a uma hora dessas deve estar por aí nos braços de outro - que é o mais feliz do mundo.
Se ela tivesse me visto...ah, se ela tivesse me visto! Mas quem me notaria? Apático como só eu sou, é certo que ela não me notou, e tampouco faria diferença se tivesse me visto.
Mas...e se me notasse? E se se apaixonasse? Nunca mais nos veríamos - como agora - e ela sofreria por mim, e tudo o que não quero é que Reginalda sofra.
Porém, se você - por algum acaso - estiver lendo esse texto, por favor não me procure, Marinalda...*Reginalda.


Um Minuto Dedicado a Platão


É um medo que tenho, esse de não conseguir desfiar bem um assunto interessante. Temas tão bons e tão desperdiçados... De vez em quando crio como que uma barreira; tanto não escrevendo por achar o tema ruim, quanto também não escrevendo nada quando pego um tema bom, por não me ver a altura no momento de desenvolvê-lo fazendo jus à sua qualidade. E nisso eu fico lá – ou melhor, aqui – na esperança da inspiração descer de repente com tudo pronto, desenvolvido e formatado em minha mente, só faltando eu conectá-la via manual ao blog, ou ao caderno, ou, sei lá, a um guardanapo. Às vezes acontece. Às vezes – como agora – não.

Nesses casos temos que desembaraçar o rolo de barbante nós mesmos, em vez de esperar que só deixando-o cair que ele se desembaraçará sozinho. E isso quer dizer: longos minutos, longas horas gastas, dependendo do assunto. Alguns demoram dias, meses, anos, mas isso é um blog, e não um livro de metafísica.

É de se pensar que exista uma terra longínqua, onde o Sol se deita e o arco-íris se levanta, e onde só existem rolos de barbantes. Vários e variados, de toda espécie e tamanho. Milhares, Milhões, Bilhões. Alguns tão embaraçados que dão dor de cabeça só de pensar em liberar um metro de fio. Um ou outro já estão desembaraçados em parte, alguns até já estão quase que totalmente soltos, mas estes são raros.

Alguns tão bonitos e desejáveis, mas com tantas pontas soltas, qual se deve puxar para desenrolá-lo? Outros rolos parecem extremamente úteis, mas tão densamente amarrados que não conseguimos ter uma ideia de sua complexidade apenas pelos poucos metros de fio soltos. Não adianta, nem as mais poderosas mentes deste mundo por si mesmas conseguem desembaraça-los mais, ou discerni-los. Um dos maiores rolos, do tamanho de um planeta, desembaraça-se lentamente (ou rapidamente?). No seu fim, um mistério que uns temem, outros desejam.

O observador mais atento (como chegou a uma terra tão longe?) percebe que os barbantes estão todos interligados, formando uma teia. Uns ligados a centenas de outros. Alguns ligados apenas a três, dois, no mínimo um. O Um, o qual a todos está ligado.







Outro medo que tenho é o de criar posts grandes demais...

Escritor sem confidente



  Escritor não pode ter confidente. Ninguém que leia seu texto e diga: "Escreveu isso por causa daquilo que você me disse ontem, né?" ou "Tem a ver com aquela menina, né? Sabia!". Não, nada disso.
  Escritor tem que ser assim: misterioso. Que até seja extravagante, mas esse negócio de saberem tudo sobre você é coisa de artista. E artista que se preze tem sempre um pouco de escritor. Homem público, vida privada. Sabe comoéqueéné? Tem que ter um pouco daquele mistério pra exercer certo fascínio, senão perde a graça.
  Um bom exemplo sobre isso é: como é feita a Coca-Cola? Se souber como é que faz perde a graça.
  Na metáfora acima eu sou a Coca e vocês são os consumidores, ou concorrentes. Sei lá. Não que eu seja essa Coca-Cola toda, claro.

Esses sonhos de criança...


Praia. Água, areia, vento, homem, criança. Esta última está dormindo.

O adulto, meio sonolento, sobe em um coqueiro de incontáveis metros de altura até a copa, acima das nuvens. Estavam lá três cocos, um feliz, um tristonho, e outro vermelho sem face alguma. Os cocos cochicham algo entre si e começam a rir baixinho. O coco vermelho, em vez de rir, inchava-se. O homem não sabia do que estavam rindo.

O coco vermelho, diante das risadas dos outros, cresceu até tapar o Sol. O adulto percebeu então que o alvo das risadas era este coco vermelho. “Ele precisa de uma boca para responder às risadas!” pensa, vendo o céu todo sendo tapado pela vermelhidão crescente. Arranca então uma folha de palmeira em forma de espada, e tenta desenhar uma boca neste novo sol que não parava de inchar.

BUM!

Uma supernova. O coco que estava sendo alvo das zombarias explode, e o homem cai dos incontáveis metros de altura até o mar. Morreu afogado várias vezes antes de chegar à praia são e salvo. Chovia água de coco e folhas em forma de espadas. A criança acabara de despertar.

- Tive um sonho estranhão. – disse ela enquanto brincava distraidamente com uma das lâminas clorofiladas que caíra por perto. - As pessoas andavam em caixas sobre chão negro, viviam em árvores cúbicas cinzentas e sentavam na frente de umas luzes lá... pareciam uns... tô me esquecendo agora, peraí...

A criança faz uma careta, procurando os detalhes que sumiam quanto mais tentasse lembrá-los. “Esses sonhos de criança...”, pensa o homem com um sorriso.

UUUUUUM ANO !


É com grandíssima satisfação que escrevo este post de UUUUM AAAANO do blog. É, é isso mesmo.
UUUUM AAAANO. E como eu vejo que provavelmente pouquíssimos vão ler isso aqui, vou escrever assim, pra poucos. Mas como se escreve pra poucos? Não sei. Crescemos muito pouco nesse UUUUM AAAANO de blog, mas o que crescemos, crescemos em qualidade. Graças a Deus hoje a gente tá aqui vivo pra contar essa história, que está sendo feita por anônimos. Mas prometo - sim, eu prometo - quem um dia ouvirão falar de nós. E que professores recomendarão que leiam nossos textos, que a água não vai acabar e que PEIXES EXISTEM! UUUUM AAAANO de blog é muita história pra contar. Quem dera que cada um de nossos seguidores fosse ativo, sendo que dois deles sou eu e um terceiro nos lava as botas.
Está por vir aí um videozinho de um ano, que espero que seja melhor que o video de 100 posts. Vocês verão OOUTROS membros da equipe - SIM! Esse blog recebe ajuda mais pessoas.
Por hora é só. Parabéns pra todo mundo. VALEU, BRASIL!

Um Minuto Dedicado a Sócrates


Mesma música de sempre... É, vamos ver se sai.

Desculpem-me primeiro pela ausência exagerada nos últimos dias. Deveres e afazeres. Vaidades? Tomara que não. Vamos lá, um momento para pensar sobre a Vida, o Tempo, o Universo e outras coisas fúteis que existem debaixo do sol.

O blog continua aqui. O prise tá chegando. Os fiéis estão aumentando, mas quanto a frequência que entram aqui já não sei. Um ou dois posts prometidos, mas sem data de entrega... Embora eu não estivesse escrevendo nada na minha ausência, a cabeça estava a mil.

Sim, muito a pensar. Acredito que posso me dividir em duas partes. O Rac'Meg Uvymer – às vezes sem o apóstrofo – e o Carlos Tales Benedito que, embora seja também um pseudônimo, representa meu eu real.

Será?

Segui a máxima Socrática de “Conhece-te a ti mesmo” e não pude deixar de notar uma diferença entre os dois. Carlos Tales Benedito seria uma pessoa modelada de acordo com a ocasião. Às vezes calado e tímido, às vezes rindo de tudo, fazendo piadas – muito – sem graça, e por aí vai. Uma pessoa normal, eu diria. Um Zé Maria, talvez?

Rac'Meg. O cara que pensa, que observa, que tenta fazer filosofias e entender as entrelinhas para ver se as consegue usar em linhas completamente diferentes. É a pessoa invejada por Carlos Benedito. Invejada por seus princípios firmes e bem formados, ou pelo menos em construção.

Quando Carlos Benedito faz uma gafe, ou se comporta de maneira errada, Rac'Meg sacode negativamente a cabeça com os olhos fechados e um sorriso triste. Quando Carlos fala algo que não devia a alguém, Rac'Meg se compadece dele e o aconselha em como resolver a situação. Quando Carlos espalha apatia se orgulhando de algo banal, Rac'Meg o encara com uma mistura de pena e desprezo. Quando alguém quer conhecê-lo, mas chega na hora errada e encontra apenas o Carlos, Rac'Meg apenas passa a mão na testa e espera o constrangimento e a decepção virem. E pensa em fazer um post sobre o assunto.

Os dois então tentam reconciliar-se, tentam fazer um acordo. Carlos quer ser um pouco como aquele o qual inveja. Rac'Meg está cansado de assistir à pessoa desinteressante de Carlos. Uma união!

Surge uma terceira pessoa, complicada pra caramba, cheia de manias estranhas e meio contraditória; às vezes um, às vezes outro. E às vezes essa estranha fusão de dois seres tão diferentes. Confuso como alguém com miopia que usa a lente correta em um olho e uma errada em outro. Alguém meio tonto e com dor de cabeça. Às vezes tão dedicado na busca da outra lente certa, que só tem olhos para isso e não vê mais nada.

E lá vem gafe de novo.

Augustinho



Augustinho era  um garoto, assim, meio ousado. Gostava de Waldick Soriano, curtia um bom filme sueco e era fã de Zé Mayer, tinha até um poster do galã no quarto. Para Augustinho, aproveitar a vida era amar, e amar para ele estava mais relacionado a números que a qualquer outra coisa.
Augustinho não perdoava. Quando as amigas de sua irmã iam à casa, Augustinho atacava; se alguma amiga mais nova de sua mãe a visitava, Augustinho agia. Em um mês trocaram cinco vezes de empregada na sua casa. Mas a gota d'água para a mãe dele foi quando ele atacou duas testemunhas de jeová que bateram à porta de sua casa.
- Augustinho, você não pode fazer isso com todas as pessoas!
- Ah, mãe, o que eu posso fazer?!
Augustinho era assim, se apaixonava facilmente. Certa vez, numa festa, ele atacou duas moças de uma só vez. Levou-as para casa, fez e aconteceu. Quando acordou, já sabe né... lá estava o Zé mayer olhando pra ele.

Texto Amassado


Aqui estou eu, coberto com um lençol, na posição fetal. Uma das doenças mais corriqueiras do mundo, mas que consegue nos arrancar qualquer gozo pela Vida. E aqui estou eu, sem gozo. Legal. Vou ver se escrevo um textozinho para me distrair. Ou ainda, para distrair a gripe. Não sei sobre o que ele falará, ou para onde irá. Meus Documentos? Nova Postagem? Lixeira?

Isso me faz lembrar que cenas clássicas de filmes, com Ele ou Ela vendo um poema/carta/texto amassado na lixeira Dela ou Dele, não são mais possíveis. Para saberem do que estou falando...



Chuva sem vento, noite, casa vazia. Uma árvore dando exatamente para a janela do quarto.

Ele, desesperado, bate na porta da casa como um louco. Não há resposta. Ele sobe na já mencionada árvore e vê o quarto vazio. Para facilitar o desenrolar da história a janela está aberta. Ele entra no quarto jurando que depois iria pedir perdão por esse ato desonroso, mas não era hora para formalidades.

O quarto escuro. Ela já fora.

Ele, mesmo sabendo disso, a procura por todos os lugares, até os mais improváveis, para mostrar seu desespero. Como se tivesse esperança que Ela estivesse apenas fingindo ter ido embora para ver sua reação de alguma câmera escondida. Mas não há câmera escondida. E Ela também não estava escondida debaixo da cama, nem no guarda-roupa, nem dentro do criado-mudo nem debaixo da lixeira. Mas dentro desta última, há uns papeizinhos amassados. Poemas Dela.

“Fujo de minha casa, de minha Vida
Sem saber aonde parar
Ou como será minha ida
Se irei ao alto firmamento
Ou ao profundo, escuro mar
Pois aquele o qual achei
Que me daria mais contentamento
Soube melhor me fazer chorar.”


Ou algo do gênero. Aí, vocês sabem, Ele ia ficar de joelhos, lendo e relendo o poema, suas lágrimas manchando a tinta, e esses papos todos. Mas isso já é outra doença que graças a Deus não tenho.

Concurso Melhor Blog Paraense

Bem, tchurminha do barulho, esse post aqui foi feito exclusivamente pra falar da nossa participação no concurso Melhor Blog Paraense. A gente já se inscreveu faz um tempão e ainda não apareceu em nenhuma das páginas do concurso. Acho que é pq a gente não tinha feito o post. Mas agora o post tá aqui e a gente também.
Há a chance dagente ficar com cara de otário caso o blog não apareça na página do concurso (e também ficamos com cara de otários se a gente perder isso), mas a gente tá contando com a ajuda e os votos de vocês, que já são uma ajuda. E se Deus quiser a gente aparece lá.

Embora



Sua vontade era a de fugir, fugir pra algum lugar bem longe dali, pra outro país. Estava motivado por uma vontade repentina, um desilusão, amor, uma música... sei lá. Estava motivado.
A África era uma opção, a Europa era outra, mas as coisas pareciam estar difíceis. Não fazer, não parecia opção, aparentava regra. Como ficaria a sua família? Apoiaria ou condenaria? E sua esposa? Não, ele não tinha esposa, mas se não fosse poderia estar perdendo a chance de encontrar seu grande amor. Enfim, estava indeciso.
Uma música toca na rua, como um sinal divino. Era o que lhe empurraria à decisão de finalmente fugir. Mas fugir de quê? Daquela vida monótona, afinal ele ainda era um jovem, e juventude não dura para sempre. Aquela era sua chance, ele deveria aproveitar.
Abre um armário e dele tira uma mochila, coloca algumas de suas roupas dentro dela e se prepara para a maior aventura de sua vida.
Ele estava decidido: não iria mais. Sabia que ia passar logo.

Momento Lukscolor


Como chegar a um momento Lukscolor? Não estaria exagerando se dissesse que atualmente, um dos grandes objetivos da minha vida seria responder a esta pergunta. Mas primeiro vou responder a pergunta que você deve estar fazendo.

Momento Lukscolor é o nome que eu dei para aquele momento em que sei lá. Sim, sei lá. Você simplesmente está assim. Imagine-se em um banco de praça debaixo da chuva, sem gente por perto, ouvindo o fino estalo dos filetes de água caindo nas diferentes superfícies: concreto, folhas, lagoa, madeira, etc. Você pensa em se levantar e ir a um lugar seco, e então percebe que um passarinho acomodou-se debaixo de uma dobra de sua roupa para proteger-se da chuva. Você fica ali, com a praça, a chuva e o som da mesma, e o pequeno companheiro. Não sei se esse seria um momento Lukscolor.

Um momento Lukscolor não precisa ser necessariamente feliz, nem extremamente emocionante. Acho que seria uma harmonia de acontecimentos, sons, ambientes e companhias. Bons, ruins? Tanto faz. O importante seria a harmonia.

Você vira parte do ambiente. Você está em harmonia com o ambiente. Você pensa o que o ambiente pensaria se fosse personificado. Você é a personificação do ambiente, da emoção, do som. Do cosmos, sei lá. É o momento que você não quer que acabe, mesmo que talvez não fosse alegre. Talvez fosse o momento em que você realmente fosse você, ou o momento em que você não é você. O momento que devia durar eternamente e que acaba em um piscar de olhos.

Devir



É interessante ver crianças brincarem. Elas brincam como se nada mais importasse, só ser feliz naquele momento, como se aquele momento nunca acabasse. De repente uma delas olha pra você e fica te encarando, e você não faz ideia do que se passa na cabeça daquela criança, como se a gente nunca tivesse sido uma. Então você também pára naquele momento e fica olhando pràquele pequeno pedaço de gente.
Aquele pequeno pedaço de gente vai crescendo. E o que ele quer é ser grande, até ser grande o suficiente pra querer voltar a ser criança. Então ele se acha observando crianças brincarem, quando uma delas o encara e ele não faz ideia do que se passa na cabeça daquela criança, como se jamais tivesse sido uma.

Franky


Hoje eram eles, na escola, no prédio de trás, na escada, faz diferença? Estavam lá. E não estavam sozinhos.

Pois eis que havia um louva-a-deus. Um mini.

Pequeno, não muito maior que uma unha, com um gingado de capoeira e pintas na perna como um mosquito da dengue. Por isso as piadas louva-a-deus da dengue, deus da dengue, seguidor de amon-rá, trocadilhos sem graça de alunos de ensino médio que riem de tudo. Quem era engraçado lá era o louva-a-deus. O Franky. O São Judas Tadeu. O Führer. Que nome lhe botavam?

Ele era engraçado. Aproximavam-lhe um celular e ele recuava como um gato, balançava como uma palmeira ao vento, calculava a distância como um atleta olímpico e pulava como um árabe suicida. De repente lhe dava vontade de correr, e corria da mão de quem o estava segurando até o cotovelo, ou até outra mão lhe barrar o caminho. Aí ele subia nesta e fazia tudo de novo. Era persistente. Era macho.

Vinham uns e outros apreciar este espetáculo involuntário que ele oferecia. Bonitinho esse Franky, diziam uns. Olha ele mordiscando a perna!, diziam outros. Preciso postar isso num blog, dizia outro.

Marina e Rivaldo


Marina se aproxima dele.

- É você o Flávio? – pergunta.

- Por você eu sou até o Rivaldo, querida.



- Jeito diferente de começar um namoro. – comentou um dos amigos de Marina, depois.

- Vai ver foi por isso mesmo que o namoro começou. – responde ela.



- Por que Rivaldo? – perguntou alguém no casamento dos dois.

- Sei lá, foi o primeiro nome que pensei. – responde ele.



- Tanto nome mais bacana para tu falar, como “Jeremias”. – gracejou Jeremias, o padrinho de seu recém-nascido filho.

- Mas ganhei a menina, não ganhei?



- A mulher do Jeremias disse que você acha que me “ganhou”. – comentou Marina depois do aniversário de cinco anos do filho.

- E não foi?

- Não. Quem me ganhou foi o Rivaldo. – disse Marina, maliciosa.


- Quem é Rivaldo?? – perguntou ele fingidamente com raiva, nas bodas de vinte e cinco anos.


- Foi um dos caras com quem me apaixonei. – brincou ela na formatura em engenharia do filho.


- O que uma cantada não faz... – suspira ele no chá de bebê do neto.


- O que um homem disposto a ser o que a mulher quiser não faz... – concorda ela nas bodas de ouro.


E o Flávio lá, esquecido.


Andava sozinho pela rua. Bolava um bom texto, um texto sobre aquele caminhar a sós consigo mesmo, pela rua. O texto já estava lá pelas tantas, e a mente dele também, quando vê um pobre homem sentado no chão, com uma camisa verde cobrindo quase todo o seu corpo. Ele deveria ter sentido pena, compaixão, etc. Qualquer uma dessas coisas deviam passar pela sua mente, e não duvido que tenham passado. Ele sussurrou baixinho.
- Bacana, vou ser assaltado.
Logo depois um certo pesar bate à porta de sua consciência. Mas isso tudo é muito normal onde vivemos. Bem vindo à Belém.

Dor de cabeça


Tudo passa lentamente. Muito lentamente. Ela soergue-se e grita de dor de cabeça, mas ninguém lhe ouve, a rua está vazia. A única presença ali é a luz do lampião e o reflexo da mesma na rua, na rua vazia.

O violão toca para lhe acalmar o sangue quente. Causa e efeito, em inglês. Uma linda feira medieval lhe aparece na mente, vendendo produtos de nomes desconhecidos. Objetos da ciência lhe latejam na caixa craniana, o piano toca no youtube e logo cessa, a amiga que nunca conversou pessoalmente acaba de entrar. Uma música que não lhe agrada está tocando. Aplausos que parecem insuportáveis para aquela ocasião.

Baixa, suave, macia, calma. A voz chega e as luzes da cidade lhe confortam. Não está mais enfurecida. Como uma ponte alguma coisa. Agora está calma, o coral atingiu seu efeito. Seus sonhos estão a caminho.

Ela dorme profundamente até a próxima vez...

Is tória?

Todos os dias, às dezenove e trinta, adentro a sala, assento-me em meu trono e olho para ela, a dona do meu olhar. Todas as vezes que preciso dela, ela está lá, pronta pra mim, como que a me esperar. Me escuta calada, mas sua voz é doce para mim, não preciso falar nada. Ela não me reprime,tampouco me repreende, me aceita como sou, pensei que era seu dono, mas ela me cativou.Te amo TV.










Figurante



Era como um filme adolescente. A protagonista tem uma queda pelo garoto mais popular da escola, que sequer a percebe. Por tal e tal acontecimento, ele o faz, e BAM!, o amor da pobre garota é correspondido. Ele, junto um buquê de flores, envia para ela um convite para um baile. Com certeza a protagonista iria pular de alegria na cena seguinte. Mas o protagonista desta história não é a protagonista do filme.

O protagonista aqui é o figurante. Aquele que apareceu naquela cena em que a menina andava sozinha tarde da noite na rua e o seu boyzão, que por sorte passava por lá, lhe ofereceu uma carona. Aquele vagabundo que aparecia no fundo da cena é o protagonista. Se lembra? Não? Pois é.

Agnaldo era seu nome. Não era nome de galã de filme. Era um nome comum.

Era muito insensível e, como a maioria das pessoas que passam a maior parte do tempo vadiando na rua, não tinha muito respeito por mulheres. Não tinha, e achava ridículo ter.

Também achava ridículo se humilhar por qualquer pessoa que fosse. Achava ridículo dar valor a uma pessoa a ponto de se mudar por ela.

Sim, ridículo, pensava ele enquanto arrancava uma rosa da praça deserta.

O que estou fazendo? Pensava ele, enquanto deixava que seus pés o guiassem. O que meus amigos falariam se me vissem segurando uma rosa no meio da noite? Ia amassar a rosa em sua mão, mas não pode deixar de fazer uma comparação entre a flor e ela.

Era uma moça de família, e de boa escola. Nunca iria ligar para um vagabundo como ele. Infelizmente histórias com damas e vagabundos só terminavam bem nos livros. Ele sequer sabia desses livros.

No meio da noite, desesperado, na frente da casa dela, com uma rosa na mão.

Chegou a tempo de ver o garotão abrir a porta do carro elegantemente para ela. “Ela” é uma ofensa. Estava espetacular, pelo menos aos olhos dele. Viu-a entrando no carro, e eles partindo para o horizonte escuro. Viu uma das rosas que caíra do buquê que ela carregava. Muito mais bem cuidada que a desnutrida flor que segurava. Não chegou a ver o cartão graciosamente escrito que ela tinha recebido.

Deixou sua humilde flor arrancada da praça no correio dela, e sentou-se no meio-fio da calçada. A garota provavelmente iria evitá-lo quando chegasse. Não a culpava.

Era o personagem errado na história errada.

Só pra



Só pra postar aqui o videozinho que alguém (eu) preparou para o blog. É só pra anunciar o !SStv, que já tem quase todo o material, menos as pessoas. O pessoal que tem que gravar aqui nunca vem, e isso pode ser um problema. E também, só pra dizer algo bom, eu vou aparecer, eu acho . Quem sou eu? (Who am I? - em inglês). Bom pras garotas. Eu sei que isso irrita. Beijo. Ponto. Ponto final. Ponto





Penta do Brasil



Ponto do Brasil



Valeu.

O futuro é hoje


Disse o poeta: “ Eu vejo o futuro repetir o passado”. Verdade. E verdade seja dita, Cazuza não era o mais sábio dos poetas, mas foi sábio como poucos em sua poesia.
No caso o poeta é Cazuza, e quantos lembrarão de Cazuza daqui à dez anos? Cazuza é só mais uma repetição do passado, do tempo passado antes de Cazuza. Acredito que num futuro próximo muitos dirão que já não se faz músicas como antigamente. As músicas de hoje serão as músicas de antigamente.E falarão que NX Zero fazia poesia, que Calypso falava ao coração e que RBD era bom demais. A história é a mesma, só mudam as personagens.
Não admiro Cazuza, acho que não era dos melhores exemplos, mas ele falou como poucos o que todo mundo já sabe, mas vive esquecendo: O Tempo não pára. E o que o Tempo faz é isso, o fazer cair no esquecimento.
Se no futuro lerem esse texto , no Brasil, e precisarem que seja explicado quem foi Cazuza, eu digo: calma, é só o futuro repetindo o passado. E ainda mais: o futuro é hoje.

Céu em cima, Mar em baixo


Ninguém o elogiava. Não era um exemplo, e jamais o fora. Não tinha quem chorar pela sua morte; nem quem, vestido de preto, lhe fizesse uma homenagem, mesmo que falsa.

Agora o mar rugia, o céu gritava. Cansados de sua calhordice? Ele não duvidava de nada. A natureza o pegou, e não tinha como escapar. Não ia ser uma morte heróica. Não ia ser uma morte histórica. Talvez até se esquecessem de botar seu nome na lista de mortos.

Não, não ia ser agora, pensou ele. Não ia ser morto por todo aquele azul assassino. Agarrou-se firmemente a um pequeno destroço de madeira, rezando para que pudesse lhe manter flutuando, mas se lembrou que não tinha para quem rezar.

O pedaço lhe aguentou. Não é hoje!, pensava ele, fazendo gestos obscenos ao azul em sua volta. Ouviu tossidas de uma boca cheia de água.

Não sabia por que tinha feito isso, mas fez. Trocou sua vida fútil por uma vida jovem que nunca tinha visto. Isso era impensável para sua mente calhorda.

Ninguém o parabenizaria por aquilo. A criança, quase no auge da falta de oxigênio, não devia ter visto sequer seu rosto. Não havia ninguém filmando, nenhuma testemunha, só o mar embaixo e o céu em cima.

Aguentou uma das piores mortes que existem calado, sem arrependimento, sem peso na consciência. Pensou se seria lembrado por alguém na lista de mortos do naufrágio. Não, pensou com um sorriso meio estranho, cheio de água salgada. Sorriu para ele mesmo, para seu novo lar, para seus novos amigos, para o céu em baixo, para o mar em cima.

O que queremos ao criar um blog?


O que dois garotos querem quando pensam em fazer um blog? Fazer dele um diário? Comentar a vida de famosos? Falar sobre Filosofia? Hasta la vista? Ou simplesmente publicar seus textos e pensar que alguém vai ler? Não sei. Pode ser a última opção. Enfim.
Um homem feito fala ao outro:
- Você escreve bem.
- Você mais ainda - responde o outro, sinceramente.
- Façamos um blog.
- FAÇAMOS! - clama a multidão atiçada pelas ideias de Rousseau.
É assim que nasce um blog. Seria falta de modéstia dizer que o !SS é diferente? Não. Depende do seu ponto de vista. Você pode dizer que nós somos ruins de um jeito diferente. Pseudo-intelectuais e manipuladores. Pode dizer que escrevemos errado herrado. Que é só mais um blog. Daqui não sai nada. Vão tomar vergonha . Pirilampos. Sem escrúpulos. Cachorros. Trombose. Mapa do Brasil. Raca. Flamenguistas.
Tudo. Menos flamenguistas.

Baixinha à bessa; Bessa, a baixinha


Baixinha. Baixinha e braba pra caramba.

- Boa tarde. - diz você, e logo depois choraminga pelo chute que ela lhe dá.

Brincando, ela não faz isso. Ela não vira o Hulk. Ela não é cruel. Acho que se faz de braba para soltar o ambiente, não sei. Quem lhe conhece a acha gente boa pra caramba. O que lhe falta em altura é acrescentado em caráter.

Sim, é baixinha. Dizem é impossível vê-la de um ângulo que não seja de cima, e que ela faz parte do nano-mundo.

Exagero de novo. Quando a mediram deu 1 e 49, embora ela jure que já teve 1 e 58, sendo que ela tem 15 anos.

16 a partir de hoje.

E o que tiver que ser?


O que é, é; e o que não é, não é. O que tiver que ser, será?

Se o que é, é, então não vai deixar de ser, logo não virá a ser outra coisa que não seja a que já é. Logo não será nada. Já o é.

Antes que comecem a reclamar de meu enche-linguiça e filosofia barata, digo que gostei dos dois.

Kant questionou a beleza. O que faz do belo, belo? Imaginem Kant e sua namorada no alto de uma montanha, apreciando a paisagem extraordinária. "Que lindo!", diz ela. "Explique-se.", diz ele. Ou ela perguntando a ele se a achava bonita, e ele perguntando se ela queria a resposta em uma ótica aristotélica ou baconiana.

Imaginem Platão falando para sua mulher que ela era uma cópia imperfeita de uma idéia, ou Descartes falando para sua que não existe. Heráclito falando que ela era bonita mas prosseguia num ciclo interminável até à feiúra e novamente à beleza, ou Parmênides falando que a sua mulher é, então é.

Kant morreu solteiro.




Pai e filho conversam.

- Pai, pra que serve um ventilador? - pergunta o gerado.

- Para ventilar, meu filho. - responde o gerador.

- E o que é um cooler?

- É como um ventilador de computadores, filho.

- Se eu por um ventilador pra ventilar o computador e um cooler para me ventilar, eles vão mudar de nome?

Ré Low


Vooooltei, tchurminha do barulho! (?) Eu estava com muita saudade disso aqui tudo, mas eu só to matando a saudade, não vou voltar a postar direto agora, por causa de uns probleminhas aí, ou aqui. Não importa. Prevejo uma mudança nisso aqui. Fiquem com Deus aí, e eu aqui.










Post mais sem graça.

Estranha Cidade


Ele havia chegado numa cidade estranha, e antes de conseguir verificar porque esta era estranha foi vendado, amordaçado e raptado.

Quando tiraram a venda ele se viu rodeado de homens com testas grandes.

- Sabemos que és um espião. – disse o homem com a testa maior, que parecia ser o líder.

- Ex-pião. – repetiram os outros.

O protagonista não entendia nada.

- Não entendo nada! – disse o protagonista.

- Cale-se! – disse o Líder.

- Cálice! – repetiram os outros.

De algum modo conseguiu fugir, e quando se viu fora da casa, antes de verificar porque a cidade era estranha, lhe bateram na cabeça e caiu desacordado.

Quando acordou estava num salão, rodeado de homens com queixos pontudos.

Humor é relativo



Por exemplo, já li textos que me fizeram rir no fundo da alma e logo depois alguém leu o mesmo texto com a mesma cara que fazemos quando olhamos dentro da privada e vemos que precisamos dar a descarga. Mas talvez seja por que meu senso de humor é estranho mesmo. Por exemplo.

Acredito que acharia muita graça se agora, enquanto escrevo, tocasse a campainha, e quando fosse olhar no olho mágico pra ver quem era, visse um boi. Por quê? Sei lá. Talvez pelo fato de eu morar em apartamento (“fato de eu”. Hihihi...). Ou pelo fato de ser um boi. Sei lá.

Sei lá – deve ser uma das expressões que regem meu senso de humor. Não sei por que, acho graça das reações ao sem sentido que não sei por que imagino acontecendo na vida real. Como um cara que vê alguma coisa tão bizarra que seu cérebro simplesmente a ignora. Mais ou menos assim.

O cara em seu apartamento falando no MSN e ouvindo Beethoven. Toca a campainha. Ele abre a porta e vê um boi. Os dois se olham com uma cara inexpressiva por cinco segundos. O cara fecha a porta e volta ao MSN, agora ouvindo Mozart.

Ou assim.

O cara escrevendo no PC alguma coisa sobre bois. Posta num blog nada a ver, que você olha agora com a cara que fazemos quando olhamos para dentro da privada e vemos que precisamos dar descarga.

Tédio e Luar



Uma vez pediram para Will falar uma palavra qualquer, sem pensar.

- Tédio. - respondeu.

Mas isso mudaria logo, logo.



Numa noite de lua crescente ele saiu sozinho. Normalmente pedia para alguém se entediar junto a ele, como Luis XIII fazia, mas dessa vez não teve a quem pedir.

Foi à praça, vazia àquela hora. Sentou-se num banco e procurou alguma coisa para entediar-se. Achou.

- Olá! - disse uma jovem sorridente que ele não tinha visto quando chegara.

Will a olhou como quem olha um pirarucu atropelado no meio de uma estrada. Uma mulher sozinha, naquela hora, naquele lugar, puxando a conversa, não parecia algo natural.

Will resmungou qualquer coisa.

- A lua está bonita hoje. - disse a jovem meio sonhadoramente.

Como já foi dito, era lua crescente, e estava bem nublado. Will agora a olhava como quem olha uma mulher vestida de pirarucu no meio da estrada. Uma nuvem passou e tapou completamente o satélite.

- Ah, que chato... - continuou a garota. - Já vou!

Ela o beijou na bochecha e foi embora alegremente.



Os dias foram se passando, e Will se perguntava se não havia sonhado aquela noite. Ainda ia todas as noites ao parque, seu tédio era tão grande que não dormia. Dizia que dormia enquanto estava acordado.

Lua nova. Ótimo, pensava ele. Agora nem com a lua poderia entediar-se. Mesmo assim foi à praça. Iria sentar-se em outro banco, havia formado um sistema de rodizio de bancos em que iria se sentar em cada noite para diminuir o tédio.

Quando chegou no assento escolhido, aconteceu algo que nunca acontecera antes: estava ocupado.

- Peguei primeiro! - disse a jovem fora do comum, mostrando a língua. Logo depois desatou-se a rir. - Vem, vem! - continuou, batendo a palma da mão no espaço que sobrava do banco, como se estivesse chamando um cachorrinho. Will aproximou-se da jovem no banco como se aproxima de um pirarucu na água. Mesmo sabendo que o bicho era meio inofensivo, era assustador.

De repente a garota bombardeou-lhe de perguntas, desde nome e idade até CPF e fobias. Riu até ficar sem ar quando ele disse que tinha medo de pirarucus.

- E qual o seu nome? - perguntou Will hesitantemente quando ela recuperou o fôlego.

- Ora, quer saber meu nome se nem nos conhecemos? - disse ela, e saiu saltitando e rodopiando na escuridão da falta de luar. Ela definitivamente não batia bem da cabeça, pensava Will.



Era horrível demais. Will daria metade de sua vida para cada dia ter metade de sua duração. Cada tic e tac do relógio parecia uma caçoada do universo para infernizá-lo. E parecia que os tics e tacs estavam cada vez mais separados.

Andando um pouco mais depressa que o normal, foi em direção à costumeira praça. A lua, indecisa se sumia ou se expunha-se, estava minguante. Will chegou rapidamente ao banco daquela noite e olhou para os lados ansiosamente.

Para a pobre percepção de tempo de Will, horas, dias e meses passavam naqueles minutos. Ele jurava que seu cérebro apreciava lhe torturar, pois parecia fazer questão que Will sentisse passar cada gota de suco dos minutos do relógio. Fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Gritou de dor e de surpresa quando a sentiu bater em alguma coisa.

- Ai! - disse uma voz atrás de si.

A jovem, que estava por algum motivo atrás do banco, massageava a cabeça, com os olhos úmidos como os de uma criança que se rala em uma brincadeira.

- Só queria lhe dar um susto! Ahhh...! Isso dói muito. Aaah!!! - ela choramingava.

Will observava a jovem sem saber o que pensar. Havia sentido o choque também, mas a garota choramingava como se estivesse no leito de morte. Ela de repente parou a encenação e sentou-se no banco, calada.

Por alguns segundos nada se ouvia na praça. Como se fosse alérgica ao silêncio, ela bradou:

- Tou com raiva de você!

Will quase riu da infantil demonstração de raiva.

- Não ria, é sério! - dizia ela fingindo-se ofendida.

Vendo que Will não se deixava enganar, ela calou-se por alguns segundos, e como se fosse incapaz de fazer isso por mais que esse tempo, continuou.

- Vamos dançar?

Não havia um único som na praça, nem instrumento musical. Mas agora Will não hesitou nem olhou-a como pirarucu algum. A "dança" que dançavam não seguia sentido nenhum, mas de alguma forma tinha ritmo. No final, quando improvisaram uma desajeitada valsa, ela lhe perguntou com a cabeça encostada em seu ombro.

- A próxima é lua cheia. Você vem?




Will, quando lhe faziam a pergunta do início, agora respondia lua. E ninguém entendia nada.

Cotidiano - 20 (de Julho, dia do Amigo, ao que parece)



Rapaziada, o clima tá bom, e depois de mais de uma semana em uma viagem onde eu só pensava nela, a Dona do meu olhar, eu a revi. Era um daqueles momentos que ficam marcados na vida de um homem. Ela chegou em casa, passou correndo por mim e foi fazer suas necessidades em um jornal.

Para aproveitar este momento único, vou continuar essa série que foi meu primeiro post no blog e só não será meu último porque pretendo passar o título de Uvymer à próxima geração.

"Cotidiano - 20? Não era o 10?", vocês devem estar se perguntando. Sim, 20. Me pediram. Algum problema?


Cotidiano - 20, ao som de The Boxer.



Gregório conversava com uma amiga cujo nome parecia marca de cerveja. Conversavam, claro, pelo MSN, meio mais natural e lógico de se comunicar. Mas Gregório discordava.

Pífio, pensava Gregório. MSN é pífio. O tom de voz e o contexto são essenciais para a conversa, capaz de fazer a mesma frase poder ser romântica, obscena e até assassina.

- Querida... - fala o marido, carinhosamente, para a esposa.

- Querida... - fala o mau elemento, no campo deserto, para a pobre moça desacompanhada.

- Querida... - fala o carrasco, carinhosamente, no campo deserto, para sua lâmina antes da execução.

O que diferencia tudo? O tom. O ambiente. Mas Gregório não falou isso para sua amiga da marca de cerveja. Qualquer estúpido sabe que escrever sobre o assunto é pedir pra receber um "nemli". Qualquer estúpido.

Gregório também se revoltava em como o MSN fazia uma simples pausa para beber água parecer uma ignorada cruel e terrível para quem está do outro lado da tela. Quantas vezes não voltava, sei lá, do banheiro, e via longas linhas de algum revoltado que escreveu "oi" e não obteve resposta. Isso ele falou para a amiga da marca de cerveja. Não prolongaram o assunto porque o assunto é tedioso e ninguém gostaria de ler algo do tipo.

A amiga lhe desejou feliz dia do amigo. E a próxima teoria de Gregório foi justamente a dia do amigo. Que diabo de dia do amigo? Quem inventou isso? Porque é preciso desejar felicidade a alguém por algum dia cuja data foi préestabelecida por motivos desconhecidos para simbolizar a amizade?

Mas ninguém é de ferro. Igualmente, feliz dia do amigo, disse Gregório, resignado. Sabia que ela devia ser muito amiga para lhe aguentar.

Burrice


Muitos dizem que ninguém é burro. Mas eu duvido disso, principalmente quando penso em mim. O que é burrice? Dizer que ninguém é burro é o mesmo que dizer que ninguém é perfeito, e quem diz isso nunca viu um perfeito idiota.
Ignorância. Essa é a questão. O que é a ignorância? Porque chamam as pessoas mal-humoradas de ignorantes? Quem disse que elas são ignorantes?
Quanto mais a gente acha que sabe, menos nós sabemos. Não conheço uma pessoa que discuta sobre um assunto sabendo que não está certa. Duas pessoas não discutem defendendo o mesmo ponto de vista.
Os judeus mataram Cristo, Hitler matou judeus. Quem é pior: Hitler ou os judeus? Não me levem a mal.












Ps: eu não sou nazista.Beijo.

Não-história

Oi, povo-bacana-que-lê-isso-daqui-só-pq-é-nosso-amigo! Eu sei que não tenho postado aquelas histórinhas nervosas, perdoem-me. Eu não to conseguindo postar pq? Dois motivos: Eu estou trabalhando, e ao contrário dos outros estudantes que tiram férias agora eu fico só labutando, mano! O outro motivo é que eu só fico pensando no !SStv, que vai ser bacana pra caramba! Eu to doido pra que a gente desenrole logo isso e eu já to correndo atrás do pessoal que vai participar com a gente. É! Vai ser demais! Só que não esperem uma coisa muito bem feita e tal. Ai eu penso: quem ler esta merda aqui vai ficar achando que é uma droga e tal e...aspokpPAOKPSAKPSAKOPAKPaoka. Bacana.


É Fogo



- Olha, tio, uma baleia. - disse um homem de cinco anos.

- Não existem baleias em rios. - disse o tio, sem desgrudar os olhos das palavras cruzadas que fazia para se ocupar na viagem de barco.

Só viu a água se esparramando quando a baleia bateu a cauda perto da embarcação, molhando suas palavras cruzadas. Nunca havia conseguido fazer completamente uma, e nem conhecia ninguém que já havia feito. Aliás, um dos grandes desafios do Homem da Modernidade é completar alguma palavra cruzada; não dessas que perguntam o nome do filho do tio ou da onça com pintas, mas uma boa palavra cruzada. E quando finalmente estava conseguindo, vem uma baleia e molha tudo. É fogo.

Elas querem que seja um post.



Vamos arrazoar sobre a situação. Duas amigas estão conversando pelo msn. Coisa que muitas pessoas fazem hoje em dia, é mais barato que telefone.
Uma amiga fala pra outra que seus braços ainda estão doendo, isso significa que já estavam doendo antes. A outra responde que se isso fosse um post ela iria rir muito. A amiga de braços doloridos diz que vai dar a ideia pro "pequeno gênio", que na verdade é mais alto que ambas as pessoas que estão conversando. Será que Nilce rirá?


Tou saindo pra viagem

flw

Pedido

POR FAVOR! PAREM DE COMENTAR COMO ANONIMOS! TÁ ME DANDO UM TRABALHÃO!
Como eu ainda nao sei como que faz pra bloquear somente os anonimos, então eu não vou bloquear AINDA. Por favor STOP!

BEIJO PRA VOCÊS.

Férias, maluco.



Aí é que eu estava conversando com alguém sobre blog e percebi que esse humilde blogue aqui não cresceu tanto assim (apenas 7 centimetros em 5 meses). Poxa! Tudo bem, campeões ( amo vxs).
Pra quem não sabe, vai vir ai o !SStv, como alguns devem ter visto no nosso menuzinho. O que vai ser muito supimpa, cara! Aí vocês vão ver como vai ser mal feito, mas valoroso. Os indigenas tem orgulho der nós.
Ah! Eu também nunca mais escrevi uma história tocante pro fundo do coração de vocês. O Rac'meg vai viajar nessas férias, então, provavelmente, eu vou ficar postando sozinho nessas magnificas férias.
Nada pra escrever de bacana aqui enquanto minha capacidade cerebral tá diminuindo 3% a cada minuto que eu ouço o Faustão falar bem atrás de mim. Acabei de perceber o programa do Faustão acabou e agora tá passando fantástico (mas quando você ler talvez não esteja mais). O Zeca Camargo tá mergulhando com tubarões, enquanto os que assistem se perguntam se a pessoa ao lado teria coragem de mergulhar com tubarões também. Você vai ler isso daqui por alguns dias, ou não, não que o texto seja imenso, mas é que talvez o blog não seja atualizado com muita frequencia nessas férias. Agora tão falando do Michael Jackson na tv de novo. Beijo pra vocês.

End


Ele andava pela praia coberta de cadáveres de peixes, vendo o sol tapado pelas cinzas. Sentou-se em uma carcaça de baleia e observou o mar negro de óleo.

Saiu correndo para não ser pego por uma nuvem verde que vagava pela praia, e ofegou-se rapidamente pela falta de oxigênio. Deixou-se cair no único lugar que a areia era visível. Seu relógio biológico, agora confuso pela ausência do sol, avisava a hora de comer. Procurou o peixe menos apodrecido e menos sujo de óleo. Engasgou-se comendo.

Havia sobrevivido às guerras nucleares, às várias intoxicações alimentares que já teve e que estava tendo, ao câncer que tinha pego sem saber pela radiação, à falta de oxigênio e água potável. Havia sobrevivido ao que matou toda a humanidade, e morreu engasgando-se com uma espinha. De um peixe bem fresco até.

Michael

Não seria estranho se alguém aqui do blog falasse sobre o Michael Jackson, ou sobre sua morte, mas nós aqui no blog não vamos nem citar o nome de Michael Jackson neste post.
O rei do pop sabia muito bem como fazer sucesso, mesmo os que não gostam de música pop, ou não são muito chegados, tem que admitir que o cara era bom no que fazia. Mas também sabia como denegrir a sua imagem ( e porque não clareá-la também?).
Todos já devem ter percebido que um homem nunca é tão bom como no dia após sua morte. Não foi diferente com o campeão da foto acima, que inclusive era fã do blog mesmo antes do blog existir.

Michael morreu. Ponto. Sobre isso alguns devem duvidar. Ainda há de surgir por aí muitas pessoas que dirão que Michael não morreu, mas que forjou sua morte pra fugir dos cobradores, ou que o governo dos EUA o matou,l pois, eles estava prejudicando o país em alguns assuntos de interesse do Estado.
Michael conseguiu elevar o nome deste humilde blog às alturas, fazendo com que o nome do !SS aparecesse em algumas premiações inclusive.

Michael e dois dos executivos do !SS

Uma pena não termos podido comparecer ao enterro de Michael, pois, eu estava muito ocupado tentando descobrir porque a minha conta do AdSense foi excluída e o Rac'Meg está tentando provar a existência de peixes, mas não se preocupem, mandaremos um e-mail pra ele. Para terminar este post eu vou colocar abaixo um videozinho que já foi postado aqui no blog, nos seus primódios.

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