The Falcon - Um Sonho de Uma Noite de Verão


Ai, o amor é um capitoso vinho!

Eram onze horas, a hora mágica do encontro proibido de dois enamorados, e Ele estava embriagado. Cantava cantigas de amor e paixão em nome Dela. E My Chemical Romance. Andou até sua mansão, pelo lindo bosque que era o jardim, que tinha 47 espécies de plantas orientais geneticamente modificadas para se adaptarem ao clima e aos vândalos. O pai Dela deve ser botânico, pensou. Estranhou Ela não ter marcado o encontro no jardim.

Viu a majestosa Mansão, O Ninho, como era chamada. Nunca tinha ouvido falar da casa. Também não viu os vultos que andavam no jardim. O amor, além de ser cego, cega. Coitado.

Furtivamente subiu a hera, se sentindo cada vez mais próximo do seu objetivo. Chegando lá em cima, a janela estava aberta, como esperava. Entrou e viu os lençóis da cama e as cortinas voando ao vento, como um espetáculo mórbido. Só percebeu que havia uma pessoa ao lado da janela quando ela a fechou. (A pessoa fechou a janela, não a recíproca. Sei lá.).

Um Homem de paletó e Ele, sozinhos, no quarto fantasmagórico.

- O que veio fazer aqui, meu filho? - o Homem falava com um tom paternal que O acalmou um pouco.

- Me encontrar com Ela, senhor. - Ele falou isso tentando não gaguejar. Por causa Dela, Ele entendia as cantigas de amor, mas ainda não as do My Chemical Romance. O Homem deu o Sorriso, Sorriso este capaz de mandar às trevas a mais forte e iluminada alma, listado no livro "As 14 Armas mais mortíferas do Planeta", cujo autor foi encontrado mergulhado em ácido horas após a publicação. Culparam os comunistas.

Falei qual era o nome Dele? Era Cláudio Soares. Pelo menos era o nome que constava no falso atestado de óbito.

Passou o resto de sua vida nas masmorras, O Inferno dos Falconidaes, como eram chamadas, junto com seres que pareciam duendes. Era torturado 24 horas por dia com pedras incandescentes na garganta, ou injeções de ácido nos órgãos vitais, sem os destruir, mas causando uma dor que, em um segundo, tira da pessoa qualquer intenção de continuar vivo. 24 horas por dia.

Agora entendia My Chemical Romance.

Sorriu.

Alguém costuma sorrir ao ver mendigos deitados na rua por trás da película de uma janela blindada? Pois ele sorriu. Sorriu por não ser eles.


The Falcon



- Patrão, descobriram o plano.


- Fekete. - disse ele, em código.


















Longo, longo dia. E ele odiava longos dias.


Pensava sobre a traição que havia sido alvo. Ah, não, ainda não acabou, pensou ele. Acendeu um charuto. Olhou para a janela e sorriu de novo.

Chegou a seu terreno, caminhou pelo pequeno bosque que era seu jardim, pelos seguranças com as mãos dentro dos paletós impecáveis. Entrou pela porta automática de vidro blindado de 45 mm de espessura, o qual o lado de dentro podia olhar livremente para fora. A recíproca não é verdadeira. O exame de córnea o reconheceu em 0,15 segundos e abriu a porta. Havia rido quando o técnico que instalara a porta perguntou se queria detector de metais naquele local. Contanto que o alarme seja músicas do Frank Sinatra, para não enjoar, disse ele.

Ele passou pela porta, e Strangers In The Night começou a tocar. Sorriu de novo.

O Leprechaun havia mexido com o cara errado.

O Cafetão das Palavras



Essa é uma história sobre um cara, um cara legal, um cara muito legal. Pelo menos era o que ele achava, na maioria das vezes. Esse cara se chamava Téo, na verdade, ele nunca se chamava, mas as pessoas o chamavam assim. Téo tinha tudo pra não ser um cara muito popular, e não era. Ele era no máximo...uma cara conhecida. Mas não deixava de ser um cara legal, ou pelo menos de tentar ser. Ele também era inteligente, ou pelo menos parecia ser. Ou não.

Téo gostava de escrever, escrever era um de seus dons. Ele também jogava futebol, mas não era mediano, como a maioria dos brasileiros, ou Zés Marias, ele estava um pouco acima da média. Uma versão melhorada. Como eu disse, Téo gostava de escrever, mas isso não significa que ele escrevia com frequência, mas que ele gostava de escrever. Porém, quando Téo escrevia...



Não to me sentindo bem, desculpem-me. Continuo semana que vem.

Meridiano de Greenwich


Dormi. Sonhei um belo sonho, mas já não lembro o que sonhei, sei que era um sonho profético, desculpa, quis dizer poético, mas não importa. Tenho dois minuto pra escrever isso aqui. O tempo pode acabar e eu posso não terminar esse post. Se bem que, se eu publicá-lo...deixa pra lá. O tempo acabou. Ele é mais rápido.






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Cotidiano [Três]



Acordei. Levantei. Como em qualquer outro dia.

Lavo meu rosto, pentio o cabelo, e vejo que escrevi "pentio" errado. É penteio. Já comecei o dia errando, desgraça.

Quais as influências que isso trará ao meu dia? Já ouvi falar que tenistas perdem finais de mundiais por terem uma unha encravada, ou terem um sonho incômodo o qual não conseguiram se lembrar depois. Mas não sou tenista. Mas não-tenistas também sonham.

Eu sonhei? Sim, me lembro vagamente. E qual foi o sonho? Não me lembro, nem vagamente. Engraçado o fato das pessoas terem certeza (ou lembrarem vagamente) de que sonharam na noite anterior, mas não se lembram de nada do sonho. Falo por mim mesmo, mas imagino que seja a mesma coisa com o resto do mundo.

Sim, sonhei alguma coisa a ver com velhos amigos. Segundo a wikipédia, Freud dizia que, por trás das narrativas absurdas que todos sonhos têm, eles revelam o desejo íntimo da pessoa. Besteira.

Belo começo de dia. Procurando "sonho" na wikipédia. Falando de Freud. Escrevendo "pentio". Procurando essa foto no google, que não tem nada a ver, aliás. E ainda saiu cortada.

Algo me diz que será um longo dia.

Dissertação, Opinião e O Pinhão sobre qualquer coisa.



"Start spreading the new, I'm leaving today...I wanna be a part of it [...] This vagabond shoes..."

Esse tal de Plutônio abastado, ou enriquecido, ou até mesmo Hiperplutônio, que é melhor que o Hiperurânio ou igual, ou não, me inspira. E me faz cantar " caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento....". Ou não. Quem sabe, né? O tal do Urânio enriquecido que é tão mal usado, ou não, em bombas nucleares adimensionais...

Aaaaah, tá tudo tão bonito! Um momento tão belo, o sol incide diretamente sobre meus pés. Ou não. Cardinales tão bonitas. John, o Debaldiano, ligaria para a tal garota. Eu não ,ou não.

Mas eu disse que dissertaria sobre o que mesmo? Ah! Sobre o Quê? A letra q? Alerta Q? Tanto faz. Esse foi só mais um post com frases, que te confundem, ou não, soltas ao vento. Para sempre.






Hiperplutônio


Claro, como todos sabem, existia o Hiperurânio. Lá não existiam cadeiras, mas a forma das Cadeiras, que eram vazias até alguma outra forma sentar nela. Não existia eu líricos, mas a forma dos Eu Líricos, que pensavam, então existiam. Era o mundo perfeito, todas as formas viviam em harmonia e igualdade no comunismo, ou na forma do Comunismo.

Mas veio o Demiurgo, que pertencia à classe média em Atenas, tinha infinita bondade e o poder de fazer uma cópia desse mundo. E copiou. E criou o Caos.

Claro, isso é fato, como é sabido. Não sou um historiador, então não pretendo retratar o que aconteceu após esses eventos, então vou mudar o rumo desta história, afinal sou um historiador. Sei lá.

Hiperplutônio

Tudo se mexia, mesmo parado, e não existia Movimento Retilíneo Uniforme. Os princípios da inércia ainda não estavam feitos, então a pessoa (cópia da forma da Pessoa), quando dormia, acordava em um lugar diferente, mesmo não tendo forças atuando sobre ela. Tinha alta chance de acordar flutuando.

Elétrons se atraíam com nêutrons, prótons ficavam só olhando. Cachorros voavam pelos céus, perseguidos por nuvens-vivas, nunca em movimento uniforme. Nem retilíneo. Só existiam DVDs piratas.

Hunberto Cornélio, cujo nome não obedecia às regras da gramática, era filho de uma humana com um ser que ainda não havia sido definido o que era. Depois de nove semanas de gravidez, ela o vomitara, e ele estava dormindo. Acordou no lugar que se encontra agora, em uma lagoa, com um arco no meio formando um grande paradoxo. Sei lá.

Ele caminhou sobre o paradoxo e pensou. E existiu. Essa era a função dos paradoxos, lá as pessoas se lembravam de como era o Hiperurânio, o Original, ou pensar em outra coisa qualquer. E existir.

Cornélio pensou em como voltar a sua terra natal. Em volta havia uma grande floresta de arbustos com formato de animais, e no horizonte havia um furacão horizontal de fogo. Pensou na probabilidade de dormir e acordar em sua casa de novo, e existiu de novo. Dormiu, e foi se mexendo aleatoriamente em quanto dormia.

Nunca em movimento retilíneo uniforme.

John Debaldiano [3]



John, John Debaldiano, vai à psicóloga. Simplesmente por curiosidade, ou não. Mas foi.
A psicóloga começa.

- John, porquê você veio? O que você sente? Pode falar.

- Bem, doutora - disse John - eu me sinto muito bem, e eu realmente quero falar sobre o meu dia, o que acho de mim, etc.
- Então fale.

- Veja, todo dia de manhã eu acordo, como a maioria das pessoas, após isso eu tomo banho, como qualquer pessoa normal faria. Mas tudo isso é inútil, por que eu poderia continuar dormindo e não tomar banho, pois eu sei que vou ficar com sono e sujo, de novo. Mas tudo bem, depois de fazer tais coisas , sigo para o meu trabalho, onde trabalho fazendo coisas inúteis, mas sou respeitado. Todo dia, quando chego do trabalho, tomo outro banho ( maldita mania), outro banho inútil. Após o banho, a noite, eu ligo para uma garota, que sempre está ocupada e nunca pode me atender, mas eu ainda tento. Sou brasileiro (bendito slogan). Eu acho que ela não quer me atender. Não sei. Quem sabe? Talvez ela esteja ocupada, ou não. Não importa, as ligações parecem inúteis. Finalmente eu me deito em minha cama, para dormir, inútilmente. Tenho, na maioria das vezes, uma boa noite de sono. Sono inútil, pois sempre acordo com sono de novo. Dormir me deixa com sono. Após tudo isso eu acordo, de novo. E tudo começa outra vez. Assim sucessivamente. Trezentos e sessenta e cinco dias por ano, exceto nos anos bissextos.

- Interessante. Mas, já que tudo é tão inútil, o que você faz de especial, então? - Pergunta a psicóloga, com um sorriso torto.

- Escrevo diálogos e posto num blog.

Voluntários trabalham involuntariamente em ONG





















Pense nisso.

Dissertação sobre José Maria da Silva


Nunca conheci um José Maria da Silva, mas imagino como seja um. Uma pessoa sem graça, mas não por não ser engraçada. Ela é engraçada no nível que a maioria das pessoas (homens) são: Vez em quando uma piada engraçada, e outras ruins, mas numa média, piadas boas. Como todas as pessoas normais. Ele jogaria futebol num nível bom, como qualquer brasileiro que não esteja na seleção.

Qual é a vontade de existir que uma pessoa assim possui? Ele é igual, igual a todo mundo, ou até mais. É entediante, mas não por ser entediante, mas por não ter nada especial. Já elaborei uma teoria que diz que todo mundo conhece pelo menos um José Maria da Silva, não necessariamente com este nome.

Claro, ao ofendido leitor Zé Maria que esteja lendo essa dissertação, explico que não falo das pessoas com esse nome, mas dessa classificação de pessoas. Ou não.

O Brasil possui Josés Marias das Silvas em excesso, talvez esse seja seu problema. Zés Marias não são trabalhadores, se embriagam no final de semana, são traídos, se separam, (na maioria das vezes por parte da esposa, entendiada). Zés Marias normalmente se organizam em grupos, onde sempre tem um que fala: "Esse Zé Maria... é uma figura." Não, não é. O que fala isso é outro Zé Maria. Ou indo por outro pensamento... Todo mundo já ouviu falar que fulano de tal é uma figura. Todos são figura, então ninguém é. Já diziam os sábios gregos sobre isso.

Sobre o quê exatamente? Só sei que nada sei. Penso logo existo. Eu líricos não existem. Provavelmente.

O lado avesso do contrário do meu Eu Lírico


O avesso, ou recíproca (palavra da moda), do contrário de algo é o próprio objeto, intacto. E sem o uso de vírgulas. E o que, realmente, importa é que Eu Lírico não pensa. Eu Lírico age, mas com os meus pensamentos. E se Eu Lírico não pensa, logo, ele não existe. Não que isso valha pra todos, mas para o meu é válido.

Eu


Isso por que dizem: " Se penso, logo existo ". E se não penso? Seria eu só mais uma deformação criada pelo tal do Demiurgo, que saiu de História e foi parar em Filosofia? Eu tenho culpa se você não entender?
Eu, fazendo meu Eu, Eu Lírico, pensar. Mas pensar de mentira, por que ele não pensa.


Meu Eu Lírico não pensa. Ele não existe. Ele é só mais uma cadeira vazia.

Cotidiano - 2


José Maria da Silva era uma pessoa normal e entediante. Era chamado de Zé Maria, como a maioria das pessoas que têm esse nome (um tanto comum, aliás) são chamadas.

Certo dia, que não era nem bonito nem feio, um dia como qualquer outro, Zé Maria estava andando com seu jeito entediante de andar quando viu dois gringos e um duende conversando. Pelo uso do alfabeto de quarenta e um caracteres, quatorze vogais e vinte e sete consoantes, uma pessoa mais atenta teria percebido que eram hungáros, mas Zé Maria não percebeu, pois não era mais atento. Seu QI era de 101, dentro da média mundial.

Zé viu o revólver Anaconda Black, que é usado para deter elefantes e rinocerontes na África, que os húngaros usavam e achou que era apenas um trinta e oito, porque tinha o comum pensamento que qualquer revólver é um trinta e oito. Movido pelo instinto humano que todos têm de fugir ao ver uma arma potencialmente letal, ele correu até achar um policial. Não correu muito rápido nem muito lento, correu numa velocidade normal. Achando um policial, falou nervosamente:

- Senhor, dois gringos e um gnomo estão armados ali.

Ele tinha confundido duendes com gnomos. Um erro comum.

- O que eles estavam fazendo? - o polícial perguntou com um interesse incomum.

- Conversando alguma coisa em uma língua estranha, provavelmente russo.

O agente disfarçado de policial pegou seu rádio e falou para The Falcon que haviam sido ouvidos, e seu plano de vingança nuclear às torturas de Leprechauns na Transilvânia estava em risco.

- Fekete. - disse The Falcon em código.

O Agente 10 (ou tíz), também chamado de I.M., executou Zé Maria, que gritou, sua vida passou na frente de seus olhos, desejou ter vivido mais cada momento...

Etc, etc.

John Debaldiano [2]

John, John Debaldiano, em mais uma de suas expedições à IIha dos Mamutes, que já não existe mais. A ilha, não os Mamutes. É encontrado perdido por aborígenes australianos, na Ilha dos Mamutes, que já não existe mais. A ilha, não os Mamutes.
John é recebido como um deus, na tribo cazaque dos aborígenes australianos da Ilha dos Mamutes, que já não existe mais. Os aborígenes, não a Ilha.
Um aborígene dirige-lhe a palavra.
- Tu, ó grande mensageiro das boas mensagens, o que fazes aqui em nossa ilha?
- Nada - John responde.
- E o que trazes de bom ? - pergunta o aborígene.
- Leite, adoro leite. - John, mais uma vez, responde.
- Ó Grande! Como és bom, e o que farás para nós ? - mais uma vez o aborígene pergunta.
- Escreverei uma diálogo, e postarei em um blog.

John Debaldiano


Um dia comum, incomum para muitos, mas para John era somente mais um dia. John chega à Igreja de Nss. Senhora de Uso Pessoal. Uma freira lhe pergunta:
- Qual seu nome, meu filho?
- John, John Debaldiano, babe - Ele responde.
- Que belo nome, my boy - replica a freira - Mas, por que Debaldiano? É seu sobrenome? É diferente.
- Não, é apelido - John responde, com o tédio e a raiva escrita em sua testa.
- E, qual o porquê? - insiste a freira.
- Porque eu faço as coisas escusadamente.
- E o que você faz de inútil? - A, já intrigada, freira pergunta.
- Escrevo diálogos e posto em um blog.

Cotidiano

Estarei iniciando uma nova série, que pode ter sentido e ser engraçado, ou não. Vou continuar assim que escrever outro capítulo. Pretendo levar adiante. Ou não.

Cotidiano

História verídica de um Eu Lírico inventado -

Ele foi lá, na minha cara, e disse poucas e boas. Na minha cara, entende? Não deixei barato, e fui em cima. Ah, isso não se faz não, meu, não entre pessoas de bem, e tal. Nós éramos do bem, entende? Aí ele partiu pra cima, com um bando de papo furado, sobre ter que fazer isso e aquilo, bando de baboseira. Isso era malandragem. Tu é malandro, eu disse, mas acho que ele não entendeu, entende? Aí tu já sabe, ele veio um papo lá não muito legal, e não aturei. Acho que eu tava certo.

Sem contar que... sei lá, entende?


Foi com grande prazer que aceitei ser um dos mediadores desse blog, recém-nascido blog. Espero que vingue, que dê certo, que tenha sucesso. Espero também que ninguém descubra que eu sou o B...!Theo, e que ninguém me julgue, pois sou, e somente sou, um cafetão das palavras.

Sem Título

Por que fazer um blog se já existem tantos outros? Debalde faríamos outro blog? Seria peremptório? Não, não seria.

Mas queremos um blog.
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